<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892</id><updated>2012-02-06T23:00:15.022-03:00</updated><category term='Encantos'/><title type='text'>Retratos, Cores e Silêncios</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>133</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-5418747194821812838</id><published>2012-01-08T11:18:00.003-03:00</published><updated>2012-01-08T12:35:03.433-03:00</updated><title type='text'>dominical</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;... asas invisíveis sobre o meu silêncio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;facas dirigidas contra o que eu não tento*...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;porque os dias ficaram suspensos em mim, sabe. chove. é janeiro. maçãs são partidas ao meio para o café. o silêncio devora os escuros da carne, disseca os poros. faz um frio incerto e essas esperas irremediáveis. um muro alto manchado de umidade e abandono. paredes mal pintadas de cal, pobremente decoradas. a dor lateja desde que acordo e você só me vem em sonhos febris, nessas noites mal-dormidas. a música é mais alta que o choro incontido. e também mais vã. uma leveza de corpo,&amp;nbsp;de alma não, que nem sei se existe. eu que mal sei rezar ainda rezo. palavras absortas retendo a cor vazia das horas. meus olhos acinzentaram-se enquanto esqueci como se compreende o silêncio. e agora, sabe? e se eu não conseguir mais escutar seus gritos em minha janela? nos perderemos para o sempre, para a morte, para o fim? e é tão errado serem assim tão perenes as coisas, as desordens, as imagens refletidas sem nexo em nossos próprios espelhos. é errado assim nossas mãos se cruzarem apenas fortuitas sobre mesas esparsamente proibidas. é vil todo esse aprisionamento imposto por séculos de bestialidades. a vida tolhida. as ratoeiras, os escrúpulos, a atmosfera de infindáveis desvios e medos. meu corpo atravessado pela impessoalidade dos móveis. estendido pelos espaços improváveis onde nenhum olho seu pousou ainda. os pés e mãos pendentes, desatentos. os cabelos em desalinho. os olhos em desalinho, perdidos em algum ponto incerto da parede sem memória. a roupa em desalinho, a boca. quão louca pareço a mim mesma. eu que me perco diariamente nessas esquinas do meu próprio corpo crispado de saudade e sal. porque os dias ficaram suspensos em mim, sabe. não sei como te mostrar isso. uma pendência ou um grito no escuro. entende? como reter entre os dedos a areia fina do tempo. ou tocar levemente a bolha de sabão sabendo perdê-la. ou esperar. o inexorável. ou nunca saciar-se. ou ainda ater-se ao momento exato onde nada, absolutamente nada acontece. onde o dia paira, leve, homogêneo e o silêncio é cravejado do mais puro e autêntico e indizível silêncio. por um fio. aquele ponto em que tudo e nada é possível, decidida e terrivelmente possível. eu tenho me anoitecido desde e sempre que amanhece. me recolhido em meu próprio ritmo de esperas e assovios. existirão cânticos no futuro nosso? ritos de nascimento e morte, passagem, rituais envolta do fogo sacro? dançaremos, pois. canção da chama. do mais alto de nossa fome nos lançaremos então. abismos e asas, renascimento. glórias e precipícios. sem pressa. o fogo arde. grades serão desfeitas. formigamentos, cabelos e espinhos e pele, memória e imprecisão. haverá suor e lágrima percorrendo paredes e veias. e velas. e rosas espalhadas pelo nosso chão. e nossas mãos, dadas, entrelaçadas. e a gente talvez mal se lembre que silêncio era esse. haverá? e eu pergunto, palavras feito facas e afogueamentos, por que, você sabe, o silêncio fez os dias ficarem suspensos em mim, entende? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;* Angra, de João Bosco &amp;amp; Aldir Blanc&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-5418747194821812838?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/5418747194821812838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=5418747194821812838' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5418747194821812838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5418747194821812838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2012/01/dominical.html' title='dominical'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7665831525130486371</id><published>2012-01-04T16:27:00.001-03:00</published><updated>2012-01-04T16:30:24.022-03:00</updated><title type='text'>aqui ninguém vai pro céu*</title><content type='html'>&lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;    &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;nem aí. nem em canto algum. nada como algumas conversas de boteco e uns socos no estômago pra reaprender o que a gente só sabe de soslaio. e fazia questão de esquecer porque doía. porque afinal, é isso. é só isso, o que dá no mesmo: nada, sentido algum nisso tudo, nada pra colher no jardim ou onde quer que seja, fé nenhuma, amor também não. o medíocre se instalando, reinante, sem apatia. o nó no peito, a rima vazia. os dias se repetindo, repetindo, &amp;nbsp;repetindo, repetindo... as ignorâncias e angústias, o marketing da loucura, o tédio sem remédio. ou remédio pra tudo que não salva ninguém. o in-di-vi-du-a-lis-mo sem fim. a in-di-fe-ren-ça comemorada aos berros. o beco da fome, da fúria, a descrença mesma e a falta de tato. a desgraça, enfim. sem nenhuma glória. nenhum troféu. que medo o quê! afinal, &amp;nbsp;tudo é sempre tão vazio e banal. normatizados. nem deveria haver tempo pra esses lamentos tolos. &amp;nbsp;retratos do avesso, mundo torto e claudicante. vida insípida. que só desce à goles fortes de torpor e ferroadas. e essa febre? e onde o amor, onde o amor? obsoleto já, em coma, em estado de vacância. com a artificialidade própria do nosso tempo, com sua desimportância acirrada. [“o amor é importante, porra!”], diziam por aí, agora pois então, é obsceno. mas nada disso importa. não vamos pro céu, que nem sequer deve existir, nem pra lugar algum. ficaremos aqui mesmo, olhando a rua besta, os carros bestas, respirando ar um pouco besta, indo e voltando pro trabalho, também besta. comendo, dormindo, cagando, tendo preguiça, trepando. seguiremos, tapando o sol com a peneira. bestas que somos. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; *Referência à música Não existe amor em SP, de Criolo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7665831525130486371?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7665831525130486371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7665831525130486371' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7665831525130486371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7665831525130486371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2012/01/aqui-ninguem-vai-pro-ceu.html' title='aqui ninguém vai pro céu*'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3526359380559991965</id><published>2011-12-31T12:34:00.000-03:00</published><updated>2011-12-31T12:34:47.531-03:00</updated><title type='text'>... de águas, ventos e sonhos, enfim...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div class="yiv392614895MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: small;"&gt;À todos aqueles que estão em minha vida, me fazendo ressignificar a cada dia o existir... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv392614895MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: small;"&gt;agradeço por todas as marcas deixadas, todas as aprendizagens, os sentidos, sabores, cheiros, memórias, gostos, lágrimas, sorrisos, abraços, aconchego, desassossegos, toques, afagos... por me deixarem tocar e ser tocada, por me permitirem sentir... sonhar, acreditar, ter fé no que quer que seja, ter esperanças em dias mais belos, apesar das armadilhas do mundo... por me ajudarem a crer que é possível e insistir... por não me deixarem desistir, apesar dos tropeços. por me fazerem ter saudades, do que passou e do que ainda virá... por me fazerem, enfim, tentar inventar novos passos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv392614895MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: small;"&gt;... que chegue o novo ano... com dias plenos de mudanças... e que haja, sobretudo força e coragem para seguirmos buscando novos horizontes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv392614895MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: small;"&gt;Caminhos do Coração [&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/gonzaguinha/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: small;"&gt;Gonzaguinha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: small;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv392614895MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: small;"&gt;Há muito tempo que eu saí de casa&lt;br /&gt;Há muito tempo que eu caí na estrada&lt;br /&gt;Há muito tempo que eu estou na vida&lt;br /&gt;Foi assim que eu quis, e assim eu sou feliz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv392614895MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: small;"&gt;Principalmente por poder voltar&lt;br /&gt;A todos os lugares onde já cheguei&lt;br /&gt;Pois lá deixei um prato de comida&lt;br /&gt;Um abraço amigo, um canto prá dormir e sonhar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv392614895MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: small;"&gt;E aprendi que se depende sempre&lt;br /&gt;De tanta, muita, diferente gente&lt;br /&gt;Toda pessoa sempre é as marcas&lt;br /&gt;Das lições diárias de outras tantas pessoas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv392614895MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: small;"&gt;E é tão bonito quando a gente entende&lt;br /&gt;Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá&lt;br /&gt;E é tão bonito quando a gente sente&lt;br /&gt;Que nunca está sozinho por mais que pense estar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv392614895MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;div class="yiv392614895MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: small;"&gt;É tão bonito quando a gente pisa firme&lt;br /&gt;Nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos&lt;br /&gt;É tão bonito quando a gente vai à vida&lt;br /&gt;Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv392614895MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/HxsBU3px1Nc/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HxsBU3px1Nc&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/HxsBU3px1Nc&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3526359380559991965?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3526359380559991965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3526359380559991965' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3526359380559991965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3526359380559991965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/12/de-aguas-ventos-e-sonhos-enfim.html' title='... de águas, ventos e sonhos, enfim...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4156095078757917076</id><published>2011-12-25T23:04:00.000-03:00</published><updated>2011-12-25T23:04:16.697-03:00</updated><title type='text'>babel</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;não era alegria mais. ou &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;cor. tambem não era medo. nem erro. (e então?) costumes, costumes. diriam amor (?). a vida escorrendo janela adentro e filas e filas de silêncios brutos. sem ecos ou arames, sem afagos ou amarras. (afetos?) muitas línguas afiadas e solidões inconscientes. inconclusões. os dias semi-abertos &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;quase pareciam &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;proximidade e congruência. (meus olhos ficaram tortos ou o quê?) os sapatos vazios estendidos na porta. nostalgia, palpitações estranhas e distantes. indiferentes, eles. ausências consentidas, nós. os nomes como que vagos e insignificantes. anestesias da vida maiúscula. cada dança descasada. cada verso reverberando sozinho, sozinho, sozinho... as máscaras postas, o jantar à mesa, o vinho tinto de sangue derramado sem pesar, as mãos dadas, descarnadas. desencarnados. sem saber, ao menos. quem sabe assim melhor seja, enfim. quem sabe o medo do fim. sorriso findo, aridez, comédia desregrada. degredados eles, os&amp;nbsp;filhos de eva.&amp;nbsp;mas não, não era alegria mais. ou cor. não era nada, então, desculpem, desculpem, foi só eu que esqueci como é que&amp;nbsp;se deve rir nessa hora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4156095078757917076?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4156095078757917076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4156095078757917076' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4156095078757917076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4156095078757917076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/12/babel.html' title='babel'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-6766932361687321688</id><published>2011-12-15T20:22:00.002-03:00</published><updated>2011-12-16T17:42:19.265-03:00</updated><title type='text'>Variações do mesmo tema, em dó maior (de mim)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;enquanto erro. quimeras minhas e brutalidades. não quero nada desse humor barato. o incenso queimando. o dia caindo. os amigos longe, longe. epifanias, epílogos e nada, nada que possa caber no vazio do copo, do corpo, do quarto insosso e cheio de fronteiras invisíveis. enquanto erro, e caio. me esculpindo no vapor das horas marginais. procurando sementes e mostras desse &amp;nbsp;vinho amargo da vida. me provando. reprovando, me dissolvendo em longos goles. caindo. e onde o fim, onde me começo? deus meu! abismos e bissetrizes. incógnitas e o medo crescente, árduo, de quem sabe um dia caber em mim ( ou talvez... em ti?). quem sabe, quem sabe? riscando o amanhã como faca batendo entre os dedos, salpicando de poeira e fumaça os retratos, me perdendo, me diluindo. um nó, redondilha de mim, a vida parada. avulsa. enquanto as baratas se escondem. eu, que perdi o dom. escondida de meu próprio fim. sem começos. desacertos vários. eu, que nunca sei me terminar. essas esperas indefinidas. enquanto o gelo derrete, a garrafa se esvazia, tão rápido, tão rápido. o copo se afunda, náufrago. &amp;nbsp;e eu, e eu?&amp;nbsp; que tenho sempre me repetido. &amp;nbsp;mas não, não tenho me repetido. tenho me repetido? céus! enfim, enfim. todos os dias, todos os dias. até quando? até quando? incertezas. variações acesas do mesmo nome. meses à fio, quase sem querer, sem saber. sem poder, ao menos. o impossível lá fora derrubando minha porta e forçando a barra, abrindo meu portão, me invadindo, pedindo abrigo, luz e escuridão. logo eu... eu que nem sei, se vou, se fico, se passo. eu que nem sei, se posso. se me basto (ou a quem?). eu, quem nem sei ainda, quem sou.eu, e essa quase e maldita auto-piedade... e então?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-6766932361687321688?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/6766932361687321688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=6766932361687321688' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6766932361687321688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6766932361687321688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/12/variacoes-do-mesmo-tema-em-do-maior-de.html' title='Variações do mesmo tema, em dó maior (de mim)'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-489068092895617822</id><published>2011-11-23T00:18:00.001-03:00</published><updated>2011-11-23T00:30:33.111-03:00</updated><title type='text'>desespelhos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;talvez eu tenha perdido o jeito pra essas tuas mãos. pra essas tuas vírgulas, saliva. pro teu medo e coreografia. pras tuas letras maiúsculas. talvez eu tenha prometido inferno e céu que nem sei se eu tinha. ou esquecido as palavras certas, desaprendido a língua, faltado às aulas, comido barriga. ora, eu sei, eu sei... &amp;nbsp;talvez eu só esteja escondendo onde meu medo dorme, em que vazio minha insegurança mora... &amp;nbsp;é porque o amor ficava arrastando meus pés pelas ruas &amp;nbsp;vazias e fui indo embora, indo embora assim que eu pude. mal gritei que era pra não correr risco de correr o risco... entende? depois fiquei rabiscando em caderno-calçada umas palavras vãs e demoradas. pensando demais na vida. e me desfiando, rasgando seda, me sedando, me diluindo enquanto nem sabia se você podia...&amp;nbsp; ou se você queria... caminhar comigo nessa corda-bamba. uma ciranda, enfim. roda-viva de (im)possibilidades, erros e des-começos vários. porque no fim, nem era mesmo o verbo que ficava rondando minha casa e desalinhando meus cabelos, me começando. mas o silêncio. &amp;nbsp;e mesmo agora que estamos cheios de meias-palavras e quase tudo foi dito e quase nada. e mesmo assim. e agora, que já é quase hora de deitar? &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;...Vamos sair por aí&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Sem pensar no que foi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;que sonhei&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Que chorei, que sofri&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Pois a nossa manhã&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Já me fez esquecer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Me dê a mão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;vamos sair prá ver o sol...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;[Tom Jobim]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-489068092895617822?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/489068092895617822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=489068092895617822' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/489068092895617822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/489068092895617822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/11/desespelhos.html' title='desespelhos'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-1082524814832561306</id><published>2011-11-18T20:57:00.003-03:00</published><updated>2011-11-18T20:57:39.584-03:00</updated><title type='text'>desnortes</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;o dia todo falando às paredes. quantas mortes cabem dentro da morte? semivida, semidéia, falsos deuses colorindo sem volta os velhos pratos. os trapos. as anedotas abertas em cima da mesa, a cama posta, o dedo frouxo. gatilho? a vida fraquejando, um olho torto que mal vê a si mesmo. sinopses. do que deveria ser a vida se é que há. o silêncio gotejando pela janela aberta, o frio cobrindo as palavras e os gritos lá de fora. mais um dia de não-saber. o que se sabe é que todas as vezes tentei fugir e fui trazida de volta, deixada às voltas com teus olhos e medos. esse redemoinho de gestos cálidos, de ânsia disforme, de vida barata e úmida. me arrastando. me deixando vazia e perdida em mim, com meus atropelos e sonhos vagos. apenas gravitando por teus escuros, sem poder sequer tocá-los, aplainá-los com a boca ou o que sobrou do meu corpo gasto. borboleteando ao redor da lâmpada que se apaga, licenciosa. insígnias da dor que se fez irremediável. &amp;nbsp;refém do teu silêncio [inocente ou impuro?], da tua partida antes da hora, do teu próprio medo da morte. silenciosa, eu. e em desespero morno. dentro da noite que nunca se sabe a última. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-1082524814832561306?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/1082524814832561306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=1082524814832561306' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1082524814832561306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1082524814832561306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/11/desnortes.html' title='desnortes'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-8297372802306033577</id><published>2011-10-27T17:09:00.000-03:00</published><updated>2011-10-27T17:09:11.334-03:00</updated><title type='text'>minimalismo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;no vão da cidade de pedra, nos desvãos de versos-calçadas. nos desvios das conversas estampadas em&amp;nbsp;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;botequins. música minimalista, sexo experimental. poesia mínima de corpos mínimos. natureza morta. entrecortados pela nudez abissal. estranhos e abismados. entranhados dentro dos copos, por entre abismos e sóis, pontes, jorros e estremecimentos. o joio. o trigo. o sim. o não. o nojo. a náusea. o atrito. o cuspe. a ânsia. a pedra, prosa. a vida, torta. incólumes? consolação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-8297372802306033577?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/8297372802306033577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=8297372802306033577' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8297372802306033577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8297372802306033577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/10/minimalismo.html' title='minimalismo'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3057710733374514632</id><published>2011-10-19T23:17:00.001-03:00</published><updated>2011-10-19T23:20:41.067-03:00</updated><title type='text'>nome [im]próprio</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; margin-bottom: 5.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;pequenos vícios e incompletudes. era ela, veneno e caos. medo e torpor. os dias atravessados. um nome apertado em sua garganta. a vida apartada. caminhos abertos &amp;nbsp;e a sua &amp;nbsp;imprecisão, que tudo fecha. indistinta. sem rumo nos olhos, estilhaços. a cor de suas horas se difundindo pelas margens brancas, pelas paredes opacas, pelas vidas nuas escorrendo por seu ventre. ela que não sabe pintar algo nominável. ela que nem mesmo sabe nominar... coisas, gestos, palavras, erros ou verdades. toda ela curva, tênsil. sem por onde, nem por quê, sem saber. onde cabe. se lhe cai bem. se cai. se bem. fácil perder-se por entre seus avessos, seus anseios tortos, seus dilemas frágeis. fácil perder-se. &amp;nbsp;labiríntica. errática. fácil esquecê-la. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; margin-bottom: 5.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;- e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; ainda assim, dentro dos olhos dela uma palavra tenta nascer – como se pudesse, ela, acolher em seu corpo o silêncio e parir o verbo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; margin-bottom: 5.0pt; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Georgia, serif;"&gt;" Tenho que ter paciência &amp;nbsp;para não me perder dentro de mim, vivo me perdendo de vista.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; margin-bottom: 5.0pt; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Georgia, serif;"&gt;Preciso de paciência porque sou vários caminhos, inclusive o fatal beco sem saída. "&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #66bb33; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: Georgia, serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; margin-bottom: 5.0pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Georgia, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;(Clarice Lispector)&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; margin-bottom: 5.0pt; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; margin-bottom: 5.0pt; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3057710733374514632?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3057710733374514632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3057710733374514632' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3057710733374514632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3057710733374514632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/10/nome-improprio.html' title='nome [im]próprio'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3392779018724658983</id><published>2011-10-14T00:31:00.002-04:00</published><updated>2011-10-17T21:06:42.522-03:00</updated><title type='text'>pequenas sinfonias</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;cartas. pra você ou para mim, já não importa. para o início ou para o fim. porque o infinito é isso e é sopro. incandescências. o pequeno e o primeiro fogo queimando, queimando, e arrastando tudo o que o cerca... e agora é de novo tão novo, essa beira de abismo e sofreguidão. e o medo, e o medo, e o medo... &amp;nbsp;me tornando alheia ao que nem mesmo sei quem sou, me tomando pela mão e guiando meus fantasmas. todos os passos na janela, tua dança, reviravoltas, ondas, &amp;nbsp;borboletas más... e o balanço da cadeira a me levar... a embalar meu sono e conduzir minhas noites por teus labirintos. e essas horas, essas horas... absortos. absolvição. sem culpados ou inocentes, sem crime, sem perdão. apenas o mar, amargo. como se de levezas me fosse o dia esquecido. como se eu perdesse em ti flores ainda não colhidas. a vida nascendo e caindo em meus escuros. e eu escorrendo em minhas próprias armadilhas. matilhas esfaimadas à nossa espreita. decifra-me. decifra-me. decifro-me então. enfim. e não. não há nada a fazer. essa espera faz de nós o que bem quer. e nós, nós mesmos, indecisos, nos confundindo com o escuro da noite, sendo também medo e canto assoviado enquanto cai, lá fora, essa chuva mansa que mal me faz chorar. &amp;nbsp;mas guarda, guarda teu silêncio, consome teu veneno, assopra minha carne mansa, amansa teu desejo. redobra meu apelo. reaviva nosso espelho, reviva. até, até o grito, o cerne. o dia nascer imberbe. até sermos retratos envelhecidos na estante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3392779018724658983?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3392779018724658983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3392779018724658983' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3392779018724658983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3392779018724658983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/10/pequenas-sinfonias.html' title='pequenas sinfonias'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-6214583012739252543</id><published>2011-08-30T01:52:00.000-04:00</published><updated>2011-08-30T01:52:04.700-04:00</updated><title type='text'>natimorto e ressurreto</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;e de nada adianta porque é só poesia de pele, cortiça, verniz e veludo. acetinadas as palavras se escondendo nesses labirintos ternos e a fragilidade escorrendo pelas minhas cortinas. o quanto da vida não ouso tocar. e ainda assim. a solidão alheia atravessando minha pele e perfurando meus dedos feito espinho. e quanto me perco em meio aos sorrisos escondidos nas paredes e nos corredores frígidos. escorregadios. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o silêncio emudecendo o peito em meio aos abraços, tão frios. tão sem gosto, à gosto de deus e do freguês, a troco de nada. vida barata. cachaça barata. ritos, rostos, passos trôpegos. estômago e mãos trêmulas. à tua imagem e semelhança. à tua presença, à tua impotência. à tua e à minha incompetência. incongruências nossas. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;apenas perdidos. quem sabe, talvez, à procura. quem sabe do que, quem sabe o que cura. talvez não seja nada e passe amanhã, ou no próximo janeiro. talvez dure o carnaval inteiro. quem sabe, não sabe nunca, não chegue nunca, não termine nunca, não comece outra. de repente toda a vida esses olhos baixos. o rosto assim magro. o drama e a tragédia, tudo à nosso gosto. sado-masoquismo, vampiros de nós mesmos, pauperizados em nossas próprias flores do mal. alimentados de nossa própria miséria. tão jovens e tão obsoletos. esquecidos nos séculos errados. os primeiros? os últimos? não, não fomos nós. foram os outros, serão os outros? seremos nós mesmos, seremos os mesmos? vê mais um gole pra aliviar essa sede e entorpecer a razão, vê mais um comprimido de nada, mais uma alucinação. é só mais um dia, até que termine, quem sabe o mês, quem sabe a vida. talvez seja mesmo só o silêncio das nossas próprias horas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;... parecia que era minha aquela solidão&lt;br /&gt;parecia que era minha...&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;[humberto gessinger]&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-6214583012739252543?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/6214583012739252543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=6214583012739252543' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6214583012739252543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6214583012739252543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/08/natimorto-e-ressurreto.html' title='natimorto e ressurreto'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-8490663470669447836</id><published>2011-07-26T17:30:00.001-04:00</published><updated>2011-07-26T17:34:39.710-04:00</updated><title type='text'>semi-árido [e sem animação]</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;os dias percorrendo as veias surradas - tem sangue morto na calçada. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;tem vida torta rompendo a vida, dentro da vida, dentro do pão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;dentro do corpo semi-árido. solidão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;dentro da sombra, por sobre a morte, o dia que dorme, viciado em chão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;os restos, ruínas, as sobras de um mundo-cão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;poeira miasma limbo mijo e caixotes e chuva baça. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;embasbacados. seguimos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;as pistas, apostas, &amp;nbsp;a rota, sempre reta, vida ereta. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;afoitos, descamisados, desamparados, indignados? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;todos em fila, à postos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;ritmizados, sodomizados. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;docilizados, pacificados...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;sem faca nem pão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;trincheiras, ônibus lotado, cabisbaixos, propaganda de carro importado&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;creme colgate astro &amp;nbsp;inssurreição. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;insujeitos, dessujeitados...aflitos, apáticos? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;ignorância santa, santa paciência, sem cor ou não. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;preces apodrecidas nos lares-calçadas, vida embrutecida, mais um leão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;vestes rasgadas, bocas falidas, dedos fedidos, vida fodida,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- à vista ou no cartão? &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;em qual das filas amordaçaram nossa revolta?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-8490663470669447836?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/8490663470669447836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=8490663470669447836' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8490663470669447836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8490663470669447836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/07/semi-arido-sem-animacao.html' title='semi-árido [e sem animação]'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-884277433808007860</id><published>2011-06-07T20:57:00.000-04:00</published><updated>2011-06-07T20:57:20.544-04:00</updated><title type='text'>ainda que tarde, ainda que quase...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;toco com os dedos o sim e o não. quem sabe o talvez me açoite com suas espadas vermelhas endiabradas. eu que já não quero finais. me inicio. quebro a ordem do cinza. e avanço sinais e rimas baratas. transponho o leve e azedo gosto pelo silêncio e grito. grito. grito. infernalmente. insuportavelmente grito. apelo. grito e ardo. me armo. palavras e fogos e pedras e pão. grito. víboras essas frases presas entrincheiradas na minha garganta. grito. e esse grito é sangue reverberando pelo largo onde agora me deito mesmo sem saber. o quanto. onde. quando.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;tateio então. arrasto-me e estendo meus dedos afiados pelos portões e extravios. alcanço medo moedas e rendas espinhos e macios. ainda que lentamente. me deslizo enquanto meu peito incendeia e explode rosas vermelhas. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;escorro. me largo ladeira abaixo. me morro. me caço e me atropelo em pleno sinal verde. me alcanço deitada em avenidas triunfais onde as calçadas me interrogam e alimentam meus pés. grito. grito. grito. e rasgo no asfalto o silêncio dos anos, a quietude cancerígena, o pensamento ordenado. brado ainda que rouca. ainda que quase, infeliz. apenas, por um triz. agora que sempre. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;ainda que tarde, agora que é tarde&lt;br /&gt;sempre é cedo, cedo&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;[zeca baleiro]&lt;br /&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-884277433808007860?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/884277433808007860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=884277433808007860' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/884277433808007860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/884277433808007860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/06/ainda-que-tarde-ainda-que-quase.html' title='ainda que tarde, ainda que quase...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-168392159395892627</id><published>2011-06-06T21:24:00.000-04:00</published><updated>2011-06-06T21:24:01.035-04:00</updated><title type='text'>vida-capital</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;se perde a cor o sentido da vida. o dedo engasgado em sangue. caminhos e honrarias. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;se perde o falo a barriga a semente. se perde a grana o incesto a partida. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;vértebras intumescidas. dias ensimesmados. fome vazia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;bálsamo do esquecimento. embalo na noite fria. vida. agonia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;nada e quem sabe, tudo. tanto e por vezes, mesmo. vago e por certo, fundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;os dias deitados na superfície amarga do tempo. as horas parindo outonos sem luz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;a rosa raiando sangue medo e aurora. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;vida-capital, escorre.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;capilaridade, morre.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;vida que se roça. se manga. se tinge, aperta, comprime. se masca.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;vida que se refaz. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;e segue.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;a cidade tropeçando em suas próprias cruzes,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;vômito escorrendo ladeira,&amp;nbsp;estátuas de bronze.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;seus altares de bronze. seus deuses de bronze enfileirados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;cortina aberta, janela fechada, pedestal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;e ao final. barganha. a gente mal sangrou. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-168392159395892627?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/168392159395892627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=168392159395892627' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/168392159395892627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/168392159395892627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/06/vida-capital.html' title='vida-capital'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2691148986708673958</id><published>2011-06-02T18:13:00.000-04:00</published><updated>2011-06-02T18:13:28.125-04:00</updated><title type='text'>sem-volta</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;é senão o sentido da flor o esquecimento. como pétalas que caem e &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;nossos dedos descrentes não ousam tocar. é ali o ponto da estrada em que me desoriento. justamente ali onde me olham, me constrangem, me examinam com seus olhos que são os meus e que também não os são. é onde mora meu medo, onde me escondo de mim e do caos absurdo que me puxa pela mão e segura minha blusa. é nessa hora que me obrigo a andar cabisbaixa dialogando com meus próprios pés, a fim de fugir da loucura exata dos olhares que me assaltam. é naquela curva onde humanos infinitamente iguais a mim e ao mesmo tempo terrivelmente desiguais me interpelam. interrogam minha fome e minha sede, minha roupa&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e minha pele, meu cabelo, olhos, nariz e meu caminhar oscilante.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;escrutinam meus rótulos, minhas verdades e amarguras. riem dos meus sonhos e afogam meus pesadelos na rua esburacada. é justamente ali onde se situa a febre de me sentir gente. e fujo. apresso os passos e volto pra noite branca de paredes tristes, onde me deito e morro então.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;...não me atire de volta ao sem volta de mim [clarice lispector]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2691148986708673958?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2691148986708673958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2691148986708673958' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2691148986708673958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2691148986708673958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/06/sem-volta.html' title='sem-volta'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7032563615904196552</id><published>2011-05-30T21:39:00.002-04:00</published><updated>2011-05-30T21:39:49.555-04:00</updated><title type='text'>do início e do fim, do medo [onde a matéria descansa em paz]</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;matéria bruta da cruz é o sofrimento. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;os dias que se deitam nus, as vozes que se desfalecem cruas. bandeira desfraldada. inspiração é dia frio e soluço abafado. sem nem por onde. porque nunca cabe. as pequenas loucuras e poço sem fundo. as inúmeras couraças. escuro. o grito o verso o avesso e mais nada. a ânsia secreta, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;estrada sem rumo, desertos. insípidas as horas, os enlevos, os entraves, o relevo. o irrelevante passo dado. ásperos os pés descalços se escondendo do medo. se encolhendo vazios na escada sem rima. na rua vazia. na hora parada e amorfa do enquanto. quando se tenta ser. bem mais que o próprio encanto. brasas e rostos partidos, sorrisos entorpecidos, unhas avermelhadas. retratos espalhados pela noite sombria. o abismo que rompe a cor do medo. o nó atravessado no peito. misto de miséria e agonia. vida que em si se assanha. e se derrota, e se ganha. roda-mundo e mistério. indignação. a dor recolhendo pra si palavras e abusos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o gesto bruto, se deitando ao desgosto. o verbo armado nessa festa de silêncio e fuligem, fogo, ás de copa e corpo no chão. roleta-russa e invernos. como se acaso tivesse fim e salvação a superfície úmida e viscosa do tempo. imperfeição.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 128.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;“... e destes dias tão estranhos&lt;br /&gt;fica a poeira se escondendo pelos cantos... ” &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;[ Renato Russo]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7032563615904196552?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7032563615904196552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7032563615904196552' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7032563615904196552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7032563615904196552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/05/do-inicio-e-do-fim-do-medo-onde-materia.html' title='do início e do fim, do medo [onde a matéria descansa em paz]'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2665628681953241836</id><published>2011-05-25T21:43:00.000-04:00</published><updated>2011-05-25T21:43:11.375-04:00</updated><title type='text'>reentrâncias...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;é flor poesia que nasce da pele. dos dedos cheios de pós, expostos ao vento. dos ombros tensos, descontrolados. vertigem e alucinação, medo e asco. de onde vem então essa sede? &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a pele ressacada, os olhos úmidos da primeira vez em que se chora sozinho. e o mundo, e o torpor, onde estão? se ainda não é essa a dor primária e inevitável de todos os homens...&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o que será, o que arderá feito brasa e retidão? o primeiro passo dado. caminho insólito, primeira cruz. medo primeiro? pode um homem ter medo de outro homem? qual bicho faminto somos. ressequidos. e também afáveis. terrivelmente humanos, profecia insana e derradeira. água morna. bálsamo e velhas feridas. sangue pestilento e abençoado. fruta apodrecendo antes da hora. seria o dia, maria? seria o mar? de quem é essa fome-farinha e essa solidão trôpega. do que é feita essa noite que cai e de onde se levantam todos os fantasmas e invernos? rasguemos pois, os verbos. pintemos a primavera com os dedos descarnados. façamos chover pra diluir toda as certezas. andaremos nus no silêncio enegrecido das calçadas. nos despiremos das mordaças pra fazer nascer poesia no pântano lamacento das bocas. choraremos horas inteiras o choro verdadeiro. e depois, cansados e renascidos, cantaremos. a mais íntima canção das chamas. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2665628681953241836?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2665628681953241836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2665628681953241836' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2665628681953241836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2665628681953241836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/05/reentrancias.html' title='reentrâncias...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3299281534301383398</id><published>2011-04-16T11:02:00.000-04:00</published><updated>2011-04-16T11:02:39.571-04:00</updated><title type='text'>de chuva, suor e cerveja</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;meu suor escorrendo na tua janela. contornando a fragilidade dos retratos em branco e preto. diluindo meus dedos, horas, chegadas e partidas. soluços e medos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;fiquemos assim, na loucura tátil do quarto, gastando a vida à procura de nossos versos e avessos. buscando nas paredes infindas o finito de nossas vozes memória&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;gostos e amanhãs. é então o lodo que vai nos redimir? quero a lama contigo, quero ainda o tédio, a fome, o gosto podre do efêmero. e também o leve, ácido, contrátil, atraente, amargo. quero o rasgo. cabides, pinturas rotas, rabiscos, café frio, o mofo. o fundo, o resto. nosso calor ébrio, sede insana, noites insones. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;quero o fogo e o frio, a vida e morte que se esconde nas frestas de teus olhos escuros. quero piadas baratas histórias e vícios. e quero mesmo o que seja pouco. os bares sórdidos e calçadas. compulsão, cigarros, cerveja [barata ou não]. longos goles de mania e depressão. quero o pulsante que a gente inventou pra se distrair da falta de sorte. quero só o que tua mão criou pra mim e tua boca pariu feito beijo. quero o áspero. a tinta fresca. o que se envelhece. se perde, se roça, filme antigo, música estranha. tua dança. teu começo e fim em si mesmo. a chuva percorrendo os poros. hálitos, certidão de má conduta, nosso sêmen, vida vagabunda. rotina. horários e contas. a tua e a minha intolerância à frustração. nosso suor sem etiquetas embaçando o quarto. &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;“A gente se olha&lt;br /&gt;Se beija se molha&lt;br /&gt;De chuva, suor e cerveja”&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;[Caetano Veloso]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3299281534301383398?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3299281534301383398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3299281534301383398' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3299281534301383398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3299281534301383398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/04/de-chuva-suor-e-cerveja.html' title='de chuva, suor e cerveja'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7407386843381445809</id><published>2011-04-14T22:19:00.000-04:00</published><updated>2011-04-14T22:19:55.934-04:00</updated><title type='text'>[entre]tantas...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;um trago, um ato, um rasgo. um nome? fome, sede, protesto, ignorância, ânsia. o que ela faz quando a palavra dorme? um trago. ela hoje precisa de um trago. pra não se perder em seus próprios escuros. não escorregar em suas armadilhas de rato. não seguir tropeçando em seus próprios passos. vapor barato. febre. o avulso da pele. o âmago, o inerte, flerte. as prateleiras vazias e cheias de ascos. umidade, formigas, dias intermináveis. horas demais pra sua sede. vida demais em sua vida. perenes as coisas. os silêncios, os avessos. indescritíveis os começos e fins e a estrada que segue sem correções, sem passado e sem passar a limpo. uma vez só e quantas vezes mais? assim é. insustentáveis palavras. sentidos. memórias, frágeis danças destituídas de história. outro trago. o bar sujo de sangue. a vida manchada de sangue. as horas sedentas de sangue. o sangue banhado de sangue. carnaval. carne. açougues humanos escancarados. carnificina. holocaustos diários. as esfinges estão com as bocas abertas saturadas de seus &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;próprios&amp;nbsp;&lt;/span&gt;mistérios. os dentes e as armas. os homens todos enfiados em seus palácios de cartas. outro trago e outro trago. outro rasgo, enfim. ela pede. e segue. olhando para o espelho e para os avessos de si e a humanidade toda e além. até que a palavra se esgote, a mesa vire, e esse sangue quem sabe se transforme em vinho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7407386843381445809?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7407386843381445809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7407386843381445809' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7407386843381445809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7407386843381445809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/04/entretantas.html' title='[entre]tantas...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2838121604669244812</id><published>2011-04-08T22:51:00.000-04:00</published><updated>2011-04-08T22:51:31.445-04:00</updated><title type='text'>Do pão e do circo, mais circo menos pão...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; font-size: large;"&gt;"Recolham-se às suas casas! Lavem-se! Calem-se! Assistam estupefatos ao seu &lt;i&gt;reality show&lt;/i&gt; diário. &amp;nbsp;A cada dia, um cordeiro novo e eternamente imolado!"&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;[e não importa de onde vem, que sonhas tinha, que dilúvios trazia nos olhos, que pedras o açoitaram por sua breve vida... importa o sangue escorrendo de nossas telas, os pontos do IBOPE, a alienação massificante, a naturalização da pobreza, a banalização da injustiça, e o grande espetáculo...] &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;[e cada vez mais circo e menos pão]&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;“Mas as pessoas na sala de jantar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;São ocupadas em nascer e morrer”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;[Panis et circensis, Caetano Veloso / Gilberto Gil&lt;/span&gt;]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2838121604669244812?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2838121604669244812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2838121604669244812' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2838121604669244812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2838121604669244812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/04/do-pao-e-do-circo-mais-circo-menos-pao.html' title='Do pão e do circo, mais circo menos pão...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-6022534889935438502</id><published>2011-03-17T18:22:00.001-04:00</published><updated>2011-03-18T14:25:15.301-04:00</updated><title type='text'>Jardim de cactus</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;e nessa grande arena de ratos, caminham-se os pés sedentos. as rimas oleosas, os dedos pastéis. inventa-se o tempo, senhor maior. extingue-se a vontade geradora de si mesmo, ato desencorajado e sem fé. resumem-se os fios da história. ressaltam-se as vírgulas e lamparinas. acendem-se ao gatos, metamorfoses da madrugada. clareia-se a cidade, anoitece o homem, beatificação do escárnio, exaltação da moeda viva. e por essa última inundam-se as piscinas de inseticidas. cavalgam-se as dores e os risos como se fossem apenas o mesmo. envelhecem as portas das casas e atiram-lhes o sal. respingam gotas amargas pela noite adentro. vacilam as sirenes, afobam-se os volantes, redimem-se os fracos. adentram-se os bastardos. navegam por si os retirantes. sentam-se à beira das calçadas os vampiros, sanam sua sede os descompensados. glorificam-se os mentirosos, enroscam-se em suas coceiras os profanos. avançam por entre as pernas os desvalidos. choram suas rosas as sem virtudes. ralam-se, rolam-se, cambaleantes, nesse pântano de injúrias e murmúrios. se resfolegam, envaidecidos. se refestelam, exasperados. se denunciam, se renegam, se castigam, amaldiçoados. e nesse antro torpe, se aguçam, se atiçam, se difamam, se devoram. uns aos outros, dança lúgubre de serpentes insaciáveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 10pt;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 10pt;"&gt;Não sabe se quer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #555555; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #555555; font-size: 10pt;"&gt;Não sabe o que e bom ou ruim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #555555; font-size: 10pt;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Não sabe sequer&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #555555; font-size: 10pt;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #555555; font-size: 10pt;"&gt;O que você planta no seu jardim&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: #555555; font-size: 10pt;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;[Jardim de Cactus, Dado Villalobos e Paula Toler]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-6022534889935438502?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/6022534889935438502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=6022534889935438502' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6022534889935438502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6022534889935438502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/03/jardim-de-cactus.html' title='Jardim de cactus'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-8620913550032512155</id><published>2011-03-02T23:04:00.002-04:00</published><updated>2011-03-02T23:10:32.766-04:00</updated><title type='text'>Tempo aberto dos olhos [antes do cinza, do azul, antes da fé]</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;a casa fechada, os poros abertos. os portos, os porões... sem poesia, nem sangue nem nada que o valha. cor de fogo, asa, rito, madrugada, pavio. &amp;nbsp;a cor do dia quando dorme, a voz &amp;nbsp;da gente, olho-d’água. o que escorre e leva os olhos pros cantos de lá. a pele toda manchada de vermelho, esse vento profano e ardido. urdidura. sem aval, sem canto ou amargura. o canto da língua, o vento tocando áspero o retrato velho. a foice, o verbo. tudo o que se rasga e parte e dura bem menos que o instante. perenes as coisas. infinitos os espaços. os desvãos por entre as palavras e os caminhos enviesados. o que não se sabe do amor. o que não se escreve, não tem nada dentro. o que não se fala do amor. um mundo inteiro do avesso, revestido de si-mesmo. sem caber no azul. sem pairar no tempo, sem cair. o dia vazando pela palma aberta. as unhas enternecidas, prenhe de uma saudade vaga. os espinhos rasgando portão adentro. os olhos vendados, murchos e poerentos. a noite querendo entrar, invadindo a boca, escurecendo os dentes, anestesiando a febre. os sorrisos encolhidos de lado. a casa vazia... os velhos hábitos, sorrateiros pelos cantos. o lábio torto, apertado, rasgando melodia corroída pelo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right" style="color: #555555; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;"amanheceu e a manhã será como ontem, ante o ontem, outros dias iguais&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right" style="color: #555555; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;e se o longe existir eu sou maior do que a distância pode ser nesse lugar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="color: #555555; line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;mais vivo que um azul de amanhecer"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="color: #555555; line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; line-height: normal;"&gt;[antes do azul, graveola e o lixo polifônico]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #555555; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-8620913550032512155?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/8620913550032512155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=8620913550032512155' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8620913550032512155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8620913550032512155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/03/tempo-aberto-dos-olhos-antes-do-cinza.html' title='Tempo aberto dos olhos [antes do cinza, do azul, antes da fé]'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-418675195046376353</id><published>2011-02-25T13:11:00.000-04:00</published><updated>2011-02-25T13:11:01.461-04:00</updated><title type='text'>[nas margens do meu silêncio]</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;escrevo. qualquer coisa sem sentido, que gaste minhas memórias até o ponto de saber-me. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;porque escrever é então essa forma mais bruta de alcançar a mim mesma. de registrar o indecifrável que me faço. de me rasgar em pedaços, em sobras e depois somar-me, um e todo, fractais. sem desculpas ou definições. não há braços pra mim. não ha rostos que me caibam e há tantos corpos em mim. tanta gente, tanto fogo. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;marte, morte, vênus. sem norte, sem vãos. toda essa chuva em meus poros e não me valeu de nada. não lavei a cara, não despi as flores, não parti o verbo. arrebatei-me. dei a cara pra bater. o sorriso torto. o peito em brasa. a total falta de definição. e será esse o caminho então? aos tropeços, com fome, sede, e essa ânsia de todo dia. e juntando os passos pela estrada, colhendo cactos, amarrando os cacos. brincando de inventar ilusões pra mim. fingindo, fugindo, tentando acreditar. invento-me. o que, ou nem mesmo. somente o silêncio tem destino certo aqui. e me traz flores, e me nega perdão e me invade e dissipa. e me atrevo. a ouvir quando me chama. a render-me ao que me erra. ao que me atrai? trai, atrai, esse sentido rouco que degola meus versos todos, se insinua, se projeta sobre meu berço desde o início. descobre meu barraco, destrava minha língua, desprotege meus olhos, desnuda meus becos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e para onde eu vou não tem fim. nem começo. retrocesso de mim e avesso. escrevo, distorcida, distraída do que sou. escrevo, até finalizar-me. enfim. ou quase.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Para onde nos atrai o azul? [Guimarães Rosa]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-418675195046376353?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/418675195046376353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=418675195046376353' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/418675195046376353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/418675195046376353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/02/nas-margens-do-meu-silencio.html' title='[nas margens do meu silêncio]'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2112458396830247158</id><published>2011-02-15T20:53:00.000-03:00</published><updated>2011-02-15T20:53:20.344-03:00</updated><title type='text'>das águas que antes rio</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;e o que restou foi esse amor amargo. engasgado na goela. essa sobra de amor-mal-amor, desamor, desarmado, banido. esse amor vagabundo, sem prumo, sem eira-nem-beira. e ficaram os ossos, o copo vazio, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o telefone mudo, a boca seca, o sexo pouco, o corpo frágil. e esqueceram-se as letras, sorrisos, matizes. e feito filme antigo, visto tantas vezes, perderam-se as horas, as contas, certezas, perderam-se. o dia murchando, a palavra ardendo nos dentes semi-cerrados. e pra onde fugiram os gestos, as rimas, os braços, abraços, embaraços? o nó no peito, o nó na língua,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;vida em dó, sem dó, escorre. água seguindo seu curso. leito do rio quase seco buscando ainda encontrar o mar. água demais mata planta. água de menos também. e o que se fica na estrada? e o que segue? a medida exata? &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;queríamos os deslimites do verbo e acabamos assim, no limite de nossos contrários, de nossas contradições. bebíamos das sem-razões da palavra e ficamos assim, tão, razoáveis... sóbrios demais pra essa fome, héteros demais pra essa sede toda. quietos demais pra esse silêncio raso. lúcidos demais pra esse amorticídio. e vai lá, segue a estrada que a gente ainda não sabe amar diferente [e mesmo assim tem tantos lírios brancos à beira do asfalto...]&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;e uma vez mais, ainda...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;“mar, amar, amor, se a dor quer o mar dessa dor...”[Gonzaguinha]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2112458396830247158?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2112458396830247158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2112458396830247158' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2112458396830247158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2112458396830247158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/02/das-aguas-que-antes-rio.html' title='das águas que antes rio'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-1712714867693324661</id><published>2011-02-08T22:34:00.001-03:00</published><updated>2011-02-08T22:38:11.972-03:00</updated><title type='text'>Sem Ana, blues*</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://reinventandootempo.blogspot.com/2011/02/flores-de-luz.html"&gt;Para Ana&lt;/a&gt;, sempre. Que reinventa o tempo e o viver.**&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ana está indo embora. boa matéria pra poesia, pra choro, pra reuniões de família intermináveis,&amp;nbsp; grupos de estudos, discussões virtuais, campanhas, diálogos amorosos. a&lt;span id="goog_824260317"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_824260318"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/"&gt;&lt;/a&gt;tos públicos, mobilizações. &amp;nbsp;mesmo que sempre se soube desde o início. e a gente sempre sabe. a gente estava&amp;nbsp;sempre&amp;nbsp;indo embora. mas agora é diferente. Ana vai embora. agora, depois do depois de amanhã, numa sexta qualquer desse fevereiro que nem mesmo tem carnaval. &amp;nbsp;e ninguém sabe como se arruma a bagunça que fica. a bagunça que fica sem caber no peito. a bagunça do quarto, os livros, os cds que ainda não gravei. todos os sambas. todos os dias, a cerveja toda. os livros as conversas de manhãs inteiras os filósofos e o hippies, a fumaça do cigarro sempre nos seguindo, a irritação e o afeto – afetação. quanta coisa vai ficar. as palavras sempre sábias, as histórias de realismo fantástico [e minha crença secreta de que Ana tivesse sido inventada por Gabriel Garcia Marquez... ]. a vida, a vida, toda torta com suas bizarrices e inteiros invernos. ou sol escaldante, como agora. e é tudo, sabe, a forma como a gente ri e chora ou balança as pernas em algum ponto de ônibus da cidade. o café, viagens distorcidas, a diversão e a arte nossa de cada dia. misturada com a angústia, com noites insones, e com bebidas baratas nos bares da cidade [e confesso que foi com Ana que aprendi esse certo gosto pelos botecos insalubres...]. e o trabalho, apimentado por sua disposição de sempre nos contrariar... as dificuldades todas, os tropeços, arranhões, os dias de prosa e os dias de cão. o intenso compartilhar de experiências, sonhos, pesadelos, gostos estranhos. e claro que não é só a Ana. há tantas coisas, tanta gente que também vai embora dia desses... e todos vão ficar, guardados de uma forma tão bonita e intensa. e a gente vai, faz promessa de visitar Ana e passar as férias todas por lá. porque além de ladeiras e ruas antigas, vai ter Ana. em algum bar da cidade, tomando cerveja barata, fumando pra compensar alguma noite insone ou relembrar um antigo caso de amor. e quem sabe, Ana faça um brinde lembrando da gente, da nossa querida equipe, e de tudo o que foi vivido. dois anos passam rápido, Ana. mas o que a gente constrói fica inteiro com a gente, nas nossas cantigas do Chico, nos contos do Caio, nas poesias alcoólicas de Bukowski, e na nossa pele, no nosso rosto, nos pés, no nosso corpo. porque há marcas que não apagam nunca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ana vai e vai bem. e a gente vai, vai lá também. Ok. prometo não ficar as férias inteiras, Ana. minha mãe ensinou que visita mais de três dias não rola. aprendi torto mas aprendi. só uns diazinhos, matar um pouco da saudade, a gente toma cerveja em algum boteco insalubre da cidade e fala e ri da vida, e chora. e você conta do trabalho novo e do quanto valeu a pena ter se arriscado por essas ruazinhas cheias de ladeiras. e do quanto a gente tá diferente, do quanto a gente aprendeu. de repente até a gente aprendeu a respirar [você, por causa do cigarro, eu porque falo demais...] e de quantas pessoas o mundo sempre nos traz. e a gente ri, se despede. e a gente vai, e a gente sempre fica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;P.S. Ok. prometi não chorar. esquece. eu minto às vezes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;* Parafraseando Caio F. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;* Dias de Prosa:&amp;nbsp;&lt;a href="http://reinventandootempo.blogspot.com/"&gt;http://reinventandootempo.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-1712714867693324661?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/1712714867693324661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=1712714867693324661' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1712714867693324661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1712714867693324661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/02/sem-ana-blues.html' title='Sem Ana, blues*'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-8545819174464281323</id><published>2011-02-02T21:55:00.000-03:00</published><updated>2011-02-02T21:55:28.565-03:00</updated><title type='text'>das (in)sanidades diárias... e algum fio de lucidez (?)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;sim, é isso. eu que não sei escrever para mim mesma. fico aqui toda inventando hora pro meu silêncio, dor para o meu parto. como carta que se rasga e se perde. então vamos lá. eu, você, nós. ou ninguém, quem quer que seja, sei lá, tanto faz, mas vamos lá. nessa estrada toda torta. sem abrigos, sem paradas, acessos, lugares seguros. e eu que só queria não precisar de abrigo. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;não precisar. eu que só queria não pedir segurança. eu que só queria não querer. mas quero. e a dor e o medo de dar a mão? de se soltar? o que eu queria mesmo era acreditar. ter fé, sabe, coisa simples... confiar, pequenas coisas... pessoas, vida, mundo. mudanças, amigos, amores. e seguir. caminhando. acordar desse desencanto, desse desencontro mesmo de mim porque é isso. e desaprender. o apego, a espera, a &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;ilusão da necessidade e da luz... &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;mas me veio que &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”*e o que quero é não me ferir, entende? hum, individualismo pós-moderno, filosofia barata, pensamento esquizóide, bipolaridade, novas formas de amar e não amar? sei não, pode ser, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;porque tudo se confunde em mim. e é assim. o outro/dor/prazer, minha confusão e recusa, meu medo e minha falta de fé. e ainda por cima ter que ficar me revirando com meus botões, os dobrões do próprio joelho, o olho torto, o ponto cego, me fazer de forte e bem-resolvida e não é nada disso... pronto, falei. não é nada disso. não era faz tempo, nunca foi e ponto. e aceito. tenho aceitado. esse emaranhado que vou sendo. essa dor de estar sendo. me tornando. me fazendo. essas fugas e tropeços. o &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;grito vago, madeira fina. esse meu jeito desestruturado. as carências afetivas. o silêncio fora do peito. o azul, o amargo. a foice, o fato, o soluço. não há nada em mim que eu possa recusar. e tudo o que dói é vento também, não vendo. apesar de. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 15px;"&gt;* [Quando o sol bater na janela do seu quarto, Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-8545819174464281323?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/8545819174464281323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=8545819174464281323' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8545819174464281323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8545819174464281323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/02/das-insanidades-diarias-e-algum-fio-de.html' title='das (in)sanidades diárias... e algum fio de lucidez (?)'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-962050896587374605</id><published>2011-01-31T23:59:00.001-03:00</published><updated>2011-02-01T00:00:16.864-03:00</updated><title type='text'>de solilóquio ou tanto faz, mas sem gelo e limão*</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;ok. it’s just, baby. [...]é só minha falta de jeito. meu descompasso, minha falta de tato pra essa solidão. &amp;nbsp;[...] erro de gramática, passo em falso, falta de interpretação... &amp;nbsp;e vai lá, que eu tento ficar em paz com meus joelhos. tento dormir e trabalhar amanhã cedo [que por sinal é daqui à pouco...]. &amp;nbsp;e falar de amor ainda, vê lá. se posso com isso. e sei. que a vida é outra, que a dose é sempre pouca. e o limite um tanto raso. e a gente vai, &amp;nbsp;inventando moda. fazendo escola, pagando o pato. se atrapalhando, se confundindo. minto. monogamia, monossilábicos, amor livre... e as fotos no retrato? fato. de hoje em diante. nem laços, nem fitas, vestido de chita. e a dor e a dor e a dor e a dor... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small; line-height: 115%;"&gt;"Doar sangrar trocar chamar pedir mostrar mentir falar justificar no cais chorando não sou eu quem vai ficar dizendo adeus batucada macaco no seu galho da roseira em flor da laranjeira amor é choradeira horror a vida inteira à beira da loucura e a dor e a dor e a dor e a dor…" [Sushi, Tulipa Ruiz e Luís Chagas]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;* - me vê uma dose pura, dessa vez...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-962050896587374605?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/962050896587374605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=962050896587374605' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/962050896587374605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/962050896587374605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/01/de-soliloquio-ou-tanto-faz-mas-sem-gelo.html' title='de solilóquio ou tanto faz, mas sem gelo e limão*'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-6357525623165570799</id><published>2011-01-31T23:04:00.000-03:00</published><updated>2011-01-31T23:04:59.592-03:00</updated><title type='text'>Pela noite [Caio F.]</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 12.0pt; mso-para-margin-top: 1.0gd; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;[...] - Pode ser, mas... Suponhamos. Eu já vivi isso. E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Bom&lt;/i&gt;, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro f&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;orem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nojo&lt;/i&gt; não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;perversão&lt;/i&gt;, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-6357525623165570799?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/6357525623165570799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=6357525623165570799' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6357525623165570799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6357525623165570799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/01/pela-noite-caio-f.html' title='Pela noite [Caio F.]'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7331834493601512896</id><published>2011-01-23T18:35:00.000-03:00</published><updated>2011-01-23T18:35:00.169-03:00</updated><title type='text'>E me deixou qualquer lugar*</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;porque me vem como &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a tarde. a chuva. o vento, um rosto ou o medo. deixai. porque toda poesia que sou é pele e ossos e vértebras. descomeços, continuidades. que venha. que seja então. a liberdade e o avesso. a palavra aberta. o verso azedo. todos os riscos e deslizes. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;toda morte e vida que cabe na loucura da flor. descubram! descubram vossa nudez! para que desnudos, sejamos. a verdade que nos cabe e nos preenche. alimento último. gole raso, infinitos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;esse caminho de libertação ou fuga? vamos nos despir de toda palavra, casca, trapos, restos, fardos. e nus. sigamos. a rota certa errada a rota. torta. parva. suja. a rota. apenas. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;sem bordas, marcos, ladeiras, margens. sem contenções. o que é vivo, cru, inteiro, e, por tanto, com todos os lados, faces, memórias e misérias. valei-me, valei-me. e deixai. [como tem ventado por aqui]. &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;[E já passou, não quer passar&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E já choveu, não quer chegar&lt;br /&gt;E me lembrou qualquer lugar&lt;br /&gt;E me deixou, não sei que lá]*&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 19.5pt; mso-outline-level: 1; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;* Olho-D'Água. &amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Paulo Jobim e Ronaldo Bastos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7331834493601512896?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7331834493601512896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7331834493601512896' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7331834493601512896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7331834493601512896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/01/e-me-deixou-qualquer-lugar.html' title='E me deixou qualquer lugar*'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7874648098745523857</id><published>2011-01-11T00:08:00.002-03:00</published><updated>2011-01-12T13:40:38.374-03:00</updated><title type='text'>de pedras, catedrais e água quando fria demais.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;dá-me de beber dessa fé que nem mesmo tenho, ó pai. pois ainda. nunca as cidades foram tão grandes e os prédios tão inchados, capturando espectros. e o que se perde os próprios pés, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;sou eu. pois seja. só me deste permissão de &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;falar em meu próprio nome. nome próprio. impróprio? despropósitos. sei não... e eu que costumo confundir meus passos com os dos outros, tropeço nas pernas e me deslizo e me perco. eu que não sou moça pra casar, ó pai. futuro? as roupas úmidas no varal, a boca seca, o café frio, o dente amargo. e as cidades de homens e pedras - &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;homens de pedra e lava. lodo. sem vento ou metáforas, sem nervos ou ventres. eu que já me perdoei o intimismo e a falta de clareza. dá-me de saber, ó pai. dá-me de saber. e perdoai. e perdoai. a falta de jeito, a falta de modos, a angústia nossa de cada dia e o andar meio apressado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #555555; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;a arte de viver da fé&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #555555; font-size: 13px; line-height: 16px; text-align: right;"&gt;só não se sabe fé em quê&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #555555; font-size: 13px; line-height: 16px; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999; font-size: 11px; line-height: 15px;"&gt;[Herbert Viana/ Bi Ribeiro]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7874648098745523857?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7874648098745523857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7874648098745523857' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7874648098745523857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7874648098745523857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2011/01/de-pedras-catedrais-e-agua-quando-fria.html' title='de pedras, catedrais e água quando fria demais.'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3114975912127939826</id><published>2010-12-05T21:40:00.002-03:00</published><updated>2010-12-20T19:50:45.698-03:00</updated><title type='text'>solilóquio ou tanto faz, mas com gelo e limão</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e se há, mesmo, dignidade alguma nisso tudo. sejamos francos. d-i-g-n-i-d-a-d-e! e viver e morrer e beber e viver e morrer e assim vai. pequenas doses diárias de euforia barata. ou de depressão e melancolia, não importa. tudo tolice. nada disso importa. nada restará. enquanto se descobre o que. afinal. e no final, tentaremos apenas ser lícitos. redondamente lícitos, polidamente lícitos. até mesmo um tanto, diria, arcaicos. &amp;nbsp;acordo tácito, febre, choro e mania. não há pecado algum. e resistimos. retos. sigamos eretos. d-i-g-n-o-s. nossos vícios, novas fugas, nenhum (algum) barato. e se acaba a cerveja antes que acabe o domingo. não, nada de whiskies ou coisas assim, meu bem. cerveja mesmo, dessas baratas que ainda por cima, acabam. resta a noite inteira de domingo. resta caio com suas filosofias. o&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;s homens precisam da ilusão do amor da mesma forma como precisam da ilusão de Deus*. &lt;/i&gt;sigamos, sigamos, com deus ou não, com amor ou não e a faca no peito de adélia, que essa também sabia das coisas. e amanhã nem carnaval nem flores, nem versos nem humanidade alguma. apenas. continuaremos insistindo. continuaremos tentando, até que a morte, quem sabe, nos liberte. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;poucos amigos hão de te procurar&lt;br /&gt;como é o silêncio? [ave de prata, zé ramalho]&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" class="MsoNormalTable" style="text-align: right; width: 560px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="padding: 0cm 0cm 0cm 0cm; width: 38.25pt;" width="51"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;embora eu nunca tivesse conseguido aprender como se vive aos domingos, se é que &amp;nbsp;existe uma maneira específica de atravesá-los [parafraseando caio]&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoListParagraph" style="text-align: right;"&gt;*trecho de &lt;i&gt;os dragões não conhecem o paraíso&lt;/i&gt; [caio fernando abreu]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoListParagraph" style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3114975912127939826?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3114975912127939826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3114975912127939826' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3114975912127939826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3114975912127939826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/12/soliloquio-ou-tanto-faz-mas-com-gelo-e.html' title='solilóquio ou tanto faz, mas com gelo e limão'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2587633029144319849</id><published>2010-11-28T23:04:00.000-03:00</published><updated>2010-11-28T23:04:21.656-03:00</updated><title type='text'>água</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;como se amasse nos intervalos. porque estranha, deslizo. escorrego por entre cheiros, veias, amargos, dentro, entranhas, ásperos, rubores, faringes, gotas, ralos, velas. e caio, avesso de mim, todo o resto. avesso de mim, eu. o que de próprio me aconteço. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;vagante. percorro meus nós e labirintos. as feridas todas. a música perdida e prenhe que me atreve os dentes. nasce. cada dia enfim como se fosse um parto. parto, todo dia de mim as cascas velhas e amargas. no espelho, nem um só olho que me reconheça. nem uma só palavra que mereça. interrogo-me. no dentro onde há tantas bocas e ouvidos e narizes e olhos que não vêem. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;escorro, na fluidez que em mim é parte e pescoço. e porque esse desejo de também ser terra? dai-me olhos de enxergar, ò mãe. dai-me olhos de ver. deixar cair sobre mim mesma apenas o que sou, não mais, não menos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;apenas o que resta saber. intervalo é pouco. quero toda a maçã, presente, passado e futuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2587633029144319849?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2587633029144319849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2587633029144319849' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2587633029144319849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2587633029144319849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/11/agua.html' title='água'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-873890545791061008</id><published>2010-11-17T21:54:00.001-03:00</published><updated>2010-11-17T21:54:36.118-03:00</updated><title type='text'>Gente pesa*</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;assim. eu ainda não sei o enquanto. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;quanto dura, quanto vende, quando dorme, se morre ou não. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;e verde. dia de águas e escuros. transbordando ventres. partidos secretos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;febre, dor nas costas, náuseas. a cor das horas. vão das portas, o tropeço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;o atropelo. a pele, o peito. peças. engrenagem fluida. corpo ereto. ereção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;imagem e perfeição. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;loteira, salva-vidas, tropa-de-choque. fome, fome, fome. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;ou o que é anterior aos sentidos. antes dos olhos. antes mesmo da primeira fome, do primeiro gole, do golpe primeiro. do tiro certeiro. da rede, da roda, da enrrascada. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;o dedo no gatilho. &amp;nbsp;o vício, o vício, o vício. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;o que vem depois do corpo arqueado. o sangue travestido em leite. derramado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;o que vem depois da chuva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;o quando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;só enquanto dure.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;viver ou morrer&lt;br /&gt;é o de menos*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;*[Leve, Iara Rennó e Alice Ruiz]&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-873890545791061008?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/873890545791061008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=873890545791061008' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/873890545791061008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/873890545791061008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/11/gente-pesa-assim.html' title='Gente pesa*'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-5577455467888379624</id><published>2010-10-29T01:11:00.001-03:00</published><updated>2010-10-29T01:12:04.678-03:00</updated><title type='text'>Poesia barata, sem barato algum, em branco e preto.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;um dia, a gente até aguenta. mas dia após dia não. e esse desespero seco da repetição. ontem, anteontem, hoje, amanhã... incessantemente essa merda toda. hipocrisia, ganância, “toda forma de poder” e podridão. poderes, pudores, indiferença, fome, miséria. goela abaixo. essa grande “cachaça desgraça” de cada dia ao invés do pão. vida, &lt;i&gt;night&lt;/i&gt;, nata. tá, cerveja, santa ou não, crise monetária, tratado de Kyoto, filme &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cult&lt;/i&gt;, imperialismo, reforma de estado, precarização do SUS, privatizaçãoi, bar da keiko, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;folk, funk, fuck me, baby now&lt;/i&gt;. e que se foda. &amp;nbsp;essa política de merda, o “fique na sua” engolido à seco. e olha que poesia barata não enche barriga não... nem alivia porra nenhuma. e contrariando Adélia, eu hoje quero a faca, o sangue, a força. quero a forca. que se cale sim a voz do império, a dos que se dizem santos, a dos que espalham o pranto nos olhos dos homens. morte à toda forma de opressão, à toda forma de cegueira induzida, à toda forma de morte impingida dia-a-dia, lentamente. morte à todos que governam em seu próprio nome, aos que violentam nossa dignidade. aos carrascos, à esses que se dizem heróis do povo. que se explodam junto com suas pequenas grandes heresias, seus fantasmas e marasmos, seus sangrentos discursos, seus fatídicos vocábulos. que morram, que morram, que morram. antes que matem nossa ultima sede. Mataremos?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-5577455467888379624?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/5577455467888379624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=5577455467888379624' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5577455467888379624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5577455467888379624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/10/poesia-barata-sem-barato-algum-em.html' title='Poesia barata, sem barato algum, em branco e preto.'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3957367640353918393</id><published>2010-09-26T11:17:00.000-04:00</published><updated>2010-09-26T11:17:53.549-04:00</updated><title type='text'>do que fica quando se chove dentro, tanto*.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;deste domingo faço um dom. me inquieto, me apreguiço. me festejo entre latas e latrinas. os estofados meio velhos, meio inermes. escorrego. todos os veios e velas. e apenas viver papel tão sem conflito não se pode ser poesia. é aqui, onde mora o perigo e o inimigo se deita, insone. onde se bebe da fonte mais pura o germe.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;esbarra a fome na língua retinta. escorro. escorregadiça, é lisa minha pele e sentidos. o que se move sobre a superfície? aspirações, perfurações. viver palavras soltas e amarelecidas. entranhas. estranhas. etéreas e eternas formas. aglutinar-se em torno da própria imperfeição. seguir. cegos? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;me cai nos olhos essa noite feito febre&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;me amanhece o dia chuva leve&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;e só a palavra dita o tom da minha pele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;olhos. quando morro é sempre fim de tarde. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;e sempre uma pétala a cair no dourado cru da grama.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;inversos. os versos na calçada, os copos, abraços vazios de palavras cansadas. insones. é de manhã que se morre agora. entrecortadas as falas e vozes. 11 e meia. meia noite, meio dia. dia e meio. o riso, o riso, o riso torto. porque não vou dormir, assossegar. até a palavra caber inteira sobre minha boca. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sim, eu sei. estado de verso e vácuo, não é?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;estrada assim. memória. do tempo mais remoto de mim. das águas que se perdem, enfim. histórias. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;sem leveza ou precisão. é só a chuva que cai. dominical.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;cais, caos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;e já não importa primavera ou inverno. é só o tempo afastado de mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;e tudo o que de mim assim vou carregando. retirando ferro e fogo desse mar-perigo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;menos-valia. a flor deixada na grama que pisamos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;retratos e restos. eis aqui o tempo esquecido das minhas horas. tempo morto, meu bem, já sem memória. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;cai. o dia, a hora, o parto. o plano, o prato, a fechadura. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;o bibelô vermelho da porta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;sim, sim, tenho me alimentado bem. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;e cai. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;o que sou também.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;tenho bebido. escorrido entre noites e copos. vontade fumar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;horas imensas demais pra tanta pele. sede demais pra tanta gente. noite demais pra tanta falta. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;chuva demais. vento demais. algo de menos? o que nos falta?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;minha pouca tolerância afogo na cerveja barata e conversas insalubres. bebo esquecimento e esse gosto pequeno ainda da decadência que nos espreita. a ingestão do verso louco em largas doses. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;queda barata. vida barata. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;besta vida. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;enfim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;sim?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;*[ou de quando se morre]&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3957367640353918393?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3957367640353918393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3957367640353918393' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3957367640353918393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3957367640353918393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/09/do-que-fica-quando-se-chove-dentro.html' title='do que fica quando se chove dentro, tanto*.'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-8636990451905053469</id><published>2010-09-10T18:56:00.002-04:00</published><updated>2010-09-11T11:17:39.242-04:00</updated><title type='text'>distâncias</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;debaixo do céu. &amp;nbsp;agosto, setembro. um outro carnaval qualquer. florir. insosso. a todo custo. quanto custa essa vida que se vai e esvai assim? &amp;nbsp;pra onde vão os gostos cansados de não-saber. as mímicas, máscaras, ritos, sem pé, nem cabeça. a espera por esse silêncio que só se faz no diálogo e dorme. pensar é exercício constante de ouvir o eco das próprias palavras. e como num círculo, os verbos se deitam após. e fico áspera. à espera quem sabe da morte dos dias e de mim quantas mortes couber. saída? essa paciência verde escorrendo.&amp;nbsp; torpor, torpor. se leva o silêncio e o riso. o risco, insólito, desmedido, de atingir esse doce e cru onde se pode ser, mais que palavras e ventos. e por que ser tão implícita e não me deixar ao menos o gosto nu de devorar minha própria loucura? ante o verbo, o delírio. a carne azeitada, verdade simples, impura. nenhuma estranheza ou nocividade. imperfeição. será o samba gestado na barriga da fome? a cerveja esquentando no corpo. o vazio do copo. imenso, maior que a mesa. bucólico cimento-calçada e flores caídas. a vida enlatada nas prateleiras, nos olhos estampados. &amp;nbsp;as doutrinas hasteadas em todas as ruas, com suas etiquetas e preços. a ordem desfilando, cordeira, pelos quintais e bolsos. o gosto desse pasto, desse pão com mortadela amargado na bolsa. o quarto e poeira, o desfazer malas contas e versos. rasgos na folha, estragos, estragos. vamos, vamos lá fora enterrar nossos mortos e fantasmas. porque a boca, também ela se cansa. o corpo a marca dessas pequenas angústias que não, nem de longe, tocam a verdadeira angústia.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;pre class="core" id="core" style="color: black; font-family: 'Lucida Console', Monaco, monospace; font-size: 14px; line-height: 1.4em; text-align: right; white-space: pre;"&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;meu sapato carregado de distâncias" [geraldo azevedo]&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-8636990451905053469?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/8636990451905053469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=8636990451905053469' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8636990451905053469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8636990451905053469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/09/distancias.html' title='distâncias'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7951680252703525852</id><published>2010-08-20T20:00:00.000-04:00</published><updated>2010-08-20T20:00:35.329-04:00</updated><title type='text'>Até quando?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;É só esse brinquedo vazio&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Insistência do tempo!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Desatinos, laricas, lorotas, aplausos&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A vida sem botas, sem eira, encostas...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sem beira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O dia comendo pelas bordas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não que haja alguma graça em ficar aqui esperando chover ou quem sabe. além. prá lá. da curva. no copo. vazio. no corpo. semente. sem mentes. mentir? sentir. senso. [bom, ou... mau?]&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quebra-cabeça sem rimas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nem palavras bonitas.nem nada. é só o amargo da língua.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É só o verso retrocesso. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Verborragia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Palavreado vazio pra aquecer o silêncio do quarto. acabou a cerveja. acabou o dinheiro e o mês não. foi embora esperança bicicleta sanidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ficam os dedos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Até quando?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 14px;"&gt;"... e bem sei de como tenho tentado me alimentar dessa casca suja que chamamos com fome e pena de pequenas-esperanças (Caio F)."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7951680252703525852?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7951680252703525852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7951680252703525852' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7951680252703525852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7951680252703525852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/08/ate-quando.html' title='Até quando?'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-1264510092319380165</id><published>2010-08-08T16:47:00.003-04:00</published><updated>2010-08-08T16:51:51.233-04:00</updated><title type='text'>onde antes palavra cabia.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;e mais uma vez. e outra. e outra. esses dias que são quase lucidez. essa falta da palavra-viva. o gosto incerto e áspero do que quer que seja. as horas a se deitarem. o vermelho a se esconder e eu a me esconder disso que nem mesmo tem nome que caiba. e vou cabendo assim nessas horas mornas de tarde fria e úmida, a dúvida me vagando pelo quarto, o nó da garganta amarrando toda forma de grito. e vou anoitecendo como se tivesse vida demais na vida. e vida sem canto. e vou caindo. medo das cores que se despem, essa náusea possível dos fins-de-tarde. a pele amarela. o vento, o vento. todos os sons e o infinito do que é o silêncio. e a aspereza da palavra sem nome. escureço como quem morre. sem saber.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;...&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;e só me restaram palavras de não saber. antes palavras me sabiam. hoje ninguém.&amp;nbsp;ficou esse grito apertado e canto de pássaro ao longe. sem rima nem estrada. nem cor de fim de tarde arde nos meus olhos rotos. só o silêncio anda cabendo bem no meu peito. feito erro, feito ferro. só o mistério da palavra gasta bate à porta. só o dia apertado nas rotinas. as descrenças pequenas do mundo escorrendo fugas para lugares de não-sentir. negar o verbo. a palavra morna. esvaziar o tempo. partir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;"... e bem sei de como tenho tentado me alimentar dessa casca suja que chamamos com fome e pena de pequenas-esperanças (Caio F)."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;... tudo o que atrai. tudo o que trai&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-1264510092319380165?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/1264510092319380165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=1264510092319380165' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1264510092319380165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1264510092319380165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/08/onde-antes-palavra-cabia.html' title='onde antes palavra cabia.'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-5315695179017016522</id><published>2010-07-27T23:16:00.004-04:00</published><updated>2010-07-27T23:30:57.839-04:00</updated><title type='text'>na beira do cais.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;"E como será?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;O vento vai dizer&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;lento o que virá,&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;e se chover demais,&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;a gente vai saber,&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;claro de um trovão,&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;se alguém depois&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;sorrir em paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;Só de encontrar... Ah!!!"&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #555555; font-size: 13px;"&gt;(O vento, Los Hermanos)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #555555; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;e isso tudo é porque não sei. de vendavais. o que de mais estranho pode ser poesia. matéria bruta do silêncio que espero. sem querer. na anomia última que é esse não saber de si. como um olhar no espelho e sem reflexo. fome, quem sabe. ou frio. os dias escuros e cansados. sejam eles a voz do silêncio. seja o silêncio tudo o que pode ser. vivo. frágil. incansável melodia sem voz. murmúrio. feito criança que chora na noite imensa. mar revolto. revolta. sem imprecisão alguma. até escorrer toda água que mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[essa folha pintada de inverno]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="div_letra" style="font-size: 13px; height: 260px; min-height: 260px; padding-right: 400px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-5315695179017016522?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/5315695179017016522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=5315695179017016522' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5315695179017016522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5315695179017016522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/07/na-beira-do-cais.html' title='na beira do cais.'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-5380436769928585137</id><published>2010-07-04T10:10:00.001-04:00</published><updated>2010-07-04T10:13:03.794-04:00</updated><title type='text'>sabe-se lá</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sabe. os dias têm guardado uma tonalidade assim avermelhada que me lembra tanto saudades. mesmo os dias mais cheios do azul têm me trazido saudade. e saudade é flor viva e áspera, que escorrega da mão para o peito, e arranha e leva e tinge dentro com todas as cores intensas. e fico em estado de germinação, brotando sementes vivas de afeto e loucura. porque amor é loucura das coisas. do verbo, do vento, do verso, do avesso e de todo o resto. de tudo o que pulsa, trai, atrai, instiga, coça, arde, queima, amarga, aceita, grita. tudo o que canta, o que abraça, tudo o que geme, invade, traspassa, corta, vive, mata. tudo o que canta. amor-substância cantante. feito carne, pó e chão. estrela e luz... amor, saudade, versos, flores... todas as cores ritmadas na janela. todos os abraços estendidos. as veias todas abertas, as mãos dadas. e os sorrisos. os delírios, os verbos de amor e ódio. sabe.  o dia tem pintado saudade em meus olhos.e por vezes adormeço chorando. e por tanto, amanheço poesia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/TDCWP1rQG5I/AAAAAAAAANE/zs7r4t9i93g/s1600/DSC01507.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/TDCWP1rQG5I/AAAAAAAAANE/zs7r4t9i93g/s320/DSC01507.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp; Foto: Lago Igapó, Londrina, 2010. Por João.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-5380436769928585137?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/5380436769928585137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=5380436769928585137' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5380436769928585137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5380436769928585137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/07/sabe-se-la.html' title='sabe-se lá'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/TDCWP1rQG5I/AAAAAAAAANE/zs7r4t9i93g/s72-c/DSC01507.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-5502915501092558668</id><published>2010-05-16T07:39:00.000-04:00</published><updated>2010-05-16T07:41:09.297-04:00</updated><title type='text'>Lá.</title><content type='html'>quero. os dias de silêncio que nascem em mim. feito borboletas pálidas. &lt;br /&gt;quero. ali. o esconderijo da cor.&lt;br /&gt;onde a dor toma forma e rumo de notas musicais. e venta. bastante. venta muito. porque dor é vento e invento.  &lt;br /&gt;e terra e mar e chuva. e todas as canções de fim de tarde. e se for tarde de domingo, entardecer como se morre.  porque sempre se morre um pouco no vermelho derradeiro da tarde. &lt;br /&gt;sei lá. lá. o grito. o pequeno grande rio de olhos e faces encobertas de veludos e carmim. calmaria? me encantam esses incompreensíveis espelhos que sou. síntese, velhos começos, novos fins.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-5502915501092558668?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/5502915501092558668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=5502915501092558668' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5502915501092558668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5502915501092558668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/05/la.html' title='Lá.'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4435900987078763861</id><published>2010-04-16T21:12:00.001-04:00</published><updated>2010-04-16T21:14:03.201-04:00</updated><title type='text'>ponte</title><content type='html'>quantas pontas essa saudade nos trará? quando o dia nasce e morre e repete o brilho da estrela que cai. com quantas portas o inverno se abrirá? quando será ontem? hoje, mais. o infinito agora. nessas horas que se tingem de vermelho. espelhos. a tarde que se deita em nossos braços. os abraços. guardados, incontidos. a noite que vem e traz todo os cheiros, cores, os verbos abertos por cima da mesa. as pétalas, as ruas, as danças. as lembranças e os retratos. em todos os olhos. corpo-memória, viva. saudade é um pouco como estrela. arde. queima. grita. encanta. os nossos ventos.  os nossos versos rabiscados nessa folha de papel-estrada. com ou sem rima possível. certeza é rio correndo para o mesmo mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O impossível. Vamos viver." (Talvez seja Real, Geraldo Azevedo e Fausto Nilo).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4435900987078763861?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4435900987078763861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4435900987078763861' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4435900987078763861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4435900987078763861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/04/ponte.html' title='ponte'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4801903119364973313</id><published>2010-04-10T19:25:00.001-04:00</published><updated>2010-04-10T19:25:56.110-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>e o que é preciso? os instantes em que pairo. leve. tangente. à beira. essa poeira escondida. esse teu rosto que descubro em cada móvel do quarto. as sedes perdidas no silêncio em que as horas se deram. em que silêncio dos teus olhos me deitei? em qual noite tua eu dormi em teus braços? em qual das tuas almas amanheci? eu só sei que é noite. que é fundo e que é terno. eterno? os vícios se curam quando o sol se deita por detrás das horas. E as chamas, o vento. os caminhos.  do que nos fazemos. que cor preenche minhas distâncias? eu aqui, gastando as palavras como o dia que escorre.  porque o querer não é tingido de verbos nem silêncios. e escorre, esparrama, dissolve, delira, inventa, adentra noite a fora feito vento úmido em dia frio. e corta. a carne o instante, o peito. e cresce. e grita. e canta. e se tinge das cores mais insanas, mais intensas.  e venta. em meu corpo todo. em minha febre. em minhas águas. e escorro. liquefeita. pétalas e cantos por onde tuas mãos começam em mim. e o que é preciso? nessa hora que me anoitece. Agora que só a saudade tem deitado ao meu lado. O que é preciso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4801903119364973313?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4801903119364973313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4801903119364973313' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4801903119364973313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4801903119364973313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/04/e-o-que-e-preciso-os-instantes-em-que.html' title=''/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2481743090113069641</id><published>2010-04-10T12:55:00.001-04:00</published><updated>2010-04-10T18:34:52.212-04:00</updated><title type='text'>... de águas...</title><content type='html'>como carta, poesia ou amor sejam os dias. as horas abertas de saudade e tanto... cantar...  sejam cores e ventos leves essas águas que nos guiam.  memória viva de olhos, tempos e  sorrisos. e sigo com meu corpo tingido por teus mares. e atravesso com meus olhos lavados em tua sede. minha pele enluarada por tuas mãos. e vivo. os dias que se ardem e as estrelas. a cor. o veio que pulsa rio e margem. passagens. encantos. todas as flores abrindo nossos versos. estradas. de águas em que me levo e me perco e encontro, o que há de ser, esse teu eu em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"dentro dos seus grandes olhos lagos&lt;br /&gt;dentro dos seus grandes lábios logo&lt;br /&gt;dentro do seu grande peito fogo&lt;br /&gt;dentro de sua grande alma anjo&lt;br /&gt;dentro de seu corpo gente&lt;br /&gt;dentro de mim" (Dentro, Chico Cézar)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2481743090113069641?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2481743090113069641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2481743090113069641' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2481743090113069641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2481743090113069641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/04/de-aguas.html' title='... de águas...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4693079127891990577</id><published>2010-03-03T20:09:00.001-04:00</published><updated>2010-03-03T20:09:59.443-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.&lt;br /&gt;A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão".(Caio F.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4693079127891990577?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4693079127891990577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4693079127891990577' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4693079127891990577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4693079127891990577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/03/chorar-por-tudo-que-se-perdeu-por-tudo.html' title=''/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4267865461116929033</id><published>2010-03-03T19:30:00.004-04:00</published><updated>2010-03-03T19:36:37.271-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>nem sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu aqui, me revirando entre botões e o que sobrou. dessa noite, dessa dança. de tudo o que é longo e acaba durando bem mais que os instantes. os dias cheios dessa tinta áspera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não é que a angústia tem vindo me acordar pela manhã? tem sacudido meus ombros,  escolhido minha roupa, encolhido meus olhos,  tem movido meus pés pelas ruas e desertos todos. feito uma parente antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem me dado a mão e o que é pior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa canção avessa para o dia. o céu distante. e azul. como uma pureza possível que nunca mais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;nem todas as águas hão de lavar. nem todo o frio esquecerá.  nem todo vento, cor. nem mesmo o dia que virá.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem feridas que riscam mais quando é noite. eu tenho gritado mais no silêncio. tenho amarrado as sobras no armário. escondido as unhas, as setas. eu tenho silenciado a morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pinceladas de abismos. as asas soltas. o vento úmido no rosto. e o que eu perdi? não venha me falar do medo.  não venha me falar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu nem sei que dia é hoje. eu não sei por qual janela consegui me salvar.  se é ainda salvação. eu ainda não sei. quando meus olhos vão parar de sangrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;("uma noite longa. pra uma vida curta. mas já não me importa, basta poder te ajudar. e são tantas marcas. que já fazem parte, do que eu sou agora, mas ainda sei me virar") (Herbert V.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4267865461116929033?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4267865461116929033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4267865461116929033' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4267865461116929033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4267865461116929033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/03/nem-sei.html' title=''/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-9044771647445647628</id><published>2010-02-23T22:49:00.002-04:00</published><updated>2010-02-23T22:51:33.423-04:00</updated><title type='text'>grito</title><content type='html'>não sejam minhas palavras apenas &lt;br /&gt;o engrossar do caldo da mesmice&lt;br /&gt;não sejam elas o alimento &lt;br /&gt;para a “santa” ignorância&lt;br /&gt;não sejam elas a justificativa &lt;br /&gt;para as bocas caladas&lt;br /&gt;os olhos fechados,&lt;br /&gt;a cabeça (re)baixa(da)&lt;br /&gt;não sejam sustentáculos &lt;br /&gt;do poder que oprime&lt;br /&gt;nem da morte diária dos coniventes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que sejam sim, &lt;br /&gt;a voz dos loucos&lt;br /&gt;a dos que arriscam, &lt;br /&gt;dos que insistem&lt;br /&gt;dos que se afetam,&lt;br /&gt;dos que sofrem, se indignam&lt;br /&gt;só quero a poesia que seja grito.&lt;br /&gt;poesia-sangue, poesia-carne.&lt;br /&gt;só quero a palavra&lt;br /&gt;que seja luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e que minha voz se una ao coro destes que sempre estão na contramão) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu só peço a Deus&lt;br /&gt;Que a dor não me seja indiferente..."&lt;br /&gt;(Mercedes Sosa e Beth Carvalho)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-9044771647445647628?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/9044771647445647628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=9044771647445647628' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/9044771647445647628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/9044771647445647628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/02/grito.html' title='grito'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-5226307669455726732</id><published>2010-02-14T23:56:00.001-03:00</published><updated>2010-02-14T23:59:08.658-03:00</updated><title type='text'>Por encanto...</title><content type='html'>o que ficou de ti em mim é poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como a cor dos dias e o silêncio das horas.&lt;br /&gt;retratos do tempo.&lt;br /&gt;... e esses ventos de saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"[mas nada vai conseguir mudar, o que ficou...]"(Por enquanto, Renato Russo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-5226307669455726732?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/5226307669455726732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=5226307669455726732' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5226307669455726732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5226307669455726732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/02/por-encanto.html' title='Por encanto...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-8473195567410893504</id><published>2010-01-13T22:17:00.006-03:00</published><updated>2010-01-13T22:28:37.118-03:00</updated><title type='text'>das paredes sem estrelas</title><content type='html'>"De você sei quase nada&lt;br /&gt;Pra onde vai ou porque veio&lt;br /&gt;Nem mesmo sei&lt;br /&gt;Qual é a parte da tua estrada&lt;br /&gt;No meu caminho"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;[zeca baleiro e alice ruiz]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem sempre foi embora, agora fica. aqui, entre tantos mundos tapetes retratos sem molduras e sem estantes. a poeira encobrindo um pouco as estações. o desânimo se estendendo pelo quarto. preenchendo silêncios e memórias. a saudade aprisionada no último quadro. no último gole, na sede última. como se fosse possível estancar todo o sangue e toda lágrima que há na dor - como faz vazio nesses dias “a cor dessa estação é cinza*”e eu sei bem. como é ser passado. deixar velhos mundos e cores esgarçadas pelo tempo. e não há culpas, revoltas, ressentimentos. os rios correm para o mar. a água se tem que viver. viver a fome, o risco o pulsar mesmo das coisas. o fundo do que quer que seja e aprendi. que a chama é alta e finda. as correntezas levam. o rio. a vida. apenas não digo que será fácil. tem tanta coisa tua por aqui ainda. em meio às bagunças do meu dia, pinturas velhas, perfumes, roupas sapatos e gavetas reviradas. como estão revirados  sentimentos, meus nós e meus ruídos. escondidas em meus olhos, em meu peito, entre os espaços que me fazem, feito interrogações de mim ainda há tanto do que é você. e fico aqui. nesses caminhos que se erram e se encontram e desencontram e se fazem atalhos. a rosa é inteira, não esqueci. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; [*Balada para Giorgio Armani, Zeca Baleiro]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-8473195567410893504?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/8473195567410893504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=8473195567410893504' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8473195567410893504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8473195567410893504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/01/das-paredes-sem-estrelas.html' title='das paredes sem estrelas'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-5996948646123377197</id><published>2010-01-08T14:44:00.001-03:00</published><updated>2010-01-08T14:44:20.118-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Porque há o direito ao grito.&lt;br /&gt;então eu grito.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-5996948646123377197?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/5996948646123377197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=5996948646123377197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5996948646123377197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5996948646123377197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/01/porque-ha-o-direito-ao-grito.html' title=''/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3566192927710858488</id><published>2010-01-07T19:00:00.003-03:00</published><updated>2010-01-07T19:05:46.495-03:00</updated><title type='text'>telegrama</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3406/3214473005_e51d5a7dab.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 334px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3406/3214473005_e51d5a7dab.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixa o silêncio nascer em todos os meus olhos. água a se deitar nos poros. dia escorrendo  pelas entranhas feito sangue. pra que eu toda possa chover. como se chove nesses dias. como se morre. devagar e intenso. em cores e artefatos. papéis de saudade pequena e fria. anti-saudade. ou o avesso do que é dor. o que te comove? o que devolve o silêncio aos meus olhos? esses rasbiscos frágeis e escorregadios? esses pedaços e esse pouco? nem grito nem solidão. como somente a superfície áspera da dor pode ser. tua mão e teus passos em todo quarto e no corredor e minhas loucuras todas assinadas em vermelho. carne pulsante. ou versão sem cortes? nem é um filme antigo. sempre leio as legendas. e as entrelinhas que não me cegam. será que ouço mais do que queria. vejo mais do que podia? ou todo esse rasgo é apenas drama. novelas. novelas. rosas teatrais quem sabe. que esse grito fundo seja todo pra dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Foto: Rosas caidas na chuva, de Roberto Hunger Junior.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3566192927710858488?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3566192927710858488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3566192927710858488' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3566192927710858488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3566192927710858488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2010/01/telegrama.html' title='telegrama'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3406/3214473005_e51d5a7dab_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-8574673047314495519</id><published>2009-12-14T19:18:00.001-03:00</published><updated>2009-12-14T19:19:37.653-03:00</updated><title type='text'>Como se sangra</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Essas feridas da vida, amarga vida"&lt;/span&gt; (Veja Margarida, de Vital Faria)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu corpo tem todos os nós.&lt;br /&gt;espaços, cordões e espinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa fome que não é fome.&lt;br /&gt;essa sede que não é sede.&lt;br /&gt;esse riso que não é nem perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como viver e morrer&lt;br /&gt;se é ainda primavera?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isso que é dor e arde&lt;br /&gt;e só é dia quando se morre.&lt;br /&gt;só é noite quando se esquece&lt;br /&gt;como um abrir e fechar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se partir e ainda assim&lt;br /&gt;sorrir ou chorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;silêncio silêncio silêncio&lt;br /&gt;essa dor entranhada&lt;br /&gt;em todos os poros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como se pudesse ser&lt;br /&gt;uma dor assim tão funda &lt;br /&gt;numa superfície tão rasa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a noite dentro dos olhos.&lt;br /&gt;o vazio dentro do que é noite&lt;br /&gt;e escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o escuro é essa pele toda.&lt;br /&gt;e a pele é só pele.&lt;br /&gt;em flor. em rosa, em rasgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como se morre dentro da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como se morre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;feito pétala a sangrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-8574673047314495519?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/8574673047314495519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=8574673047314495519' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8574673047314495519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8574673047314495519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/12/como-se-sraang.html' title='Como se sangra'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7284703396003288566</id><published>2009-12-03T22:16:00.002-03:00</published><updated>2009-12-03T22:21:32.443-03:00</updated><title type='text'>de quando a hora se abre e o verso se perde</title><content type='html'>vou rasgar essa palavra presa. antes que adormeço. antes que me perco o que era. ou nem. antes que eu seja. o que ainda. vou rasgar esse silêncio que ponteia meu peito. essa dor que adormece meus olhos. esse frio que assalta espinhos pele e gestos. vou rasgar-te. aos poucos. sem que sejas, sem que sintas. esperas que eu minta então? esperas que não? apenas. digo-te. o que vai em mim e não  pede. o que não tem medida nem cor. tamanho ou definição que caiba. o que eu não sei, mas sinto. não tem nome e se faz em mim como se nasce sonho ou flor. como se pinta o sono de leve e adormeço. adormeço sempre baixinho.não quero que ouças meus passos! na escada, na estrada vazia quando ainda é noite fria. quando o frio fica insuportável aqui dentro e grito. não ouses ouvir meus gritos! não olhes pros meus olhos tristes então. que essa dor vem me banhar feito onda. vem e passa. me transpassa, ultrapassa meus fios, atravessa meus nós. meus pés diante da água. meus olhos distantes, espelhos. balanço, sereno, o mar. o mar, o mar. macio das águas e de água me faço. caminhos versos e nódoas. e que esses rasgos sejam só um pequeno ruído no quarto. e não atrapalhem seu sono.  gritarei pequeno que agora não sei mais. o que era caminho. o que era sorte, remendo e verso. as ondas vêm e levam. as certezas todas. ficam esses dias nublados. um grito do que não se sabe é um grito de dor? perdi os nomes, as letras. como se tivesse perdido a visão ou a leitura. nem linhas entrelinhas não há nada que há. agora. esses riscos todo na parede. embaralhadas as formas os ritmos os compassos. como de repente me perdi novamente no mar. ventos. os ventos todos. a distorcer mapas e bússolas. a tecer fios invisíveis sobre as águas. a tingir memórias em meus olhos, dias nos meus dias. como se pudéssemos andar sobre á agua. e o bater de asas fosse apenas soluço. imprecisão. ando a fazer cortes nesse silêncio todo. para que eu possa enfim fechar os olhos e escorrer. me fazer noite com a noite. e quem sabe, assim, durmas tranquilo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;"Perdi-me muitas vezes pelo mar, o ouvido cheio de flores recém cortadas, a língua cheia de amor e de agonia.&lt;br /&gt;Muitas vezes perdi-me pelo mar, como me perco no coração de alguns meninos.&lt;br /&gt;Não há noite em que, ao dar um beijo, não sinta o sorriso das pessoas sem rosto, nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido, se esqueça das imóveis caveiras de cavalo.&lt;br /&gt;Porque as rosas buscam na frente uma dura paisagem de osso e as mãos do homem não têm mais sentido senão imitar as raízes sob a terra.&lt;br /&gt;Como me perco no coração de alguns meninos, perdi-me muitas vezes pelo mar.&lt;br /&gt;Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Federico Garcia Lorca (Da fulga)&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7284703396003288566?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7284703396003288566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7284703396003288566' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7284703396003288566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7284703396003288566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/12/de-quando-hora-se-abre-e-o-verso-se.html' title='de quando a hora se abre e o verso se perde'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3483355426292877865</id><published>2009-11-18T21:51:00.002-03:00</published><updated>2009-12-02T19:37:59.449-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encantos'/><title type='text'>Retratos...</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;"E quando o dia não passar de um retrato&lt;br /&gt;Colorindo de saudade o meu quarto&lt;br /&gt;Só aí vou ter certeza de fato&lt;br /&gt;Que eu fui feliz"&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teu nome eu invento. em meio ao silêncio das horas. aos cânticos do dia. aos rumores da rua, ao caos e à rotina do tempo. de ventos e luas preencho teu nome. recrio cor pra teu sorriso. calço minutos com palavras mansas, revisto as flores das calçadas, revivo cheiros e sentidos. e aqui fico tecendo noites com saudade. &lt;br /&gt;- então venha, deitar sua face sobre essa noite minha. encostar tua mão sobre o silêncio que escorre em meu peito. e dessa flor que trago nos olhos, fazer retratos de cores e canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;"O que vai ficar na fotografia&lt;br /&gt;São os laços invisíveis que havia"&lt;br /&gt;(Fotografia, Leoni)&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3483355426292877865?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3483355426292877865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3483355426292877865' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3483355426292877865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3483355426292877865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/11/retratos.html' title='Retratos...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-6602013122158535270</id><published>2009-11-12T22:49:00.000-03:00</published><updated>2009-11-12T22:50:31.092-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>como uma nota solta a apertar o peito... um tom desafinado a revirar a poesia. o mundo avesso e torto a ensaiar meu dia. seja um afago, um afeto. o que espera, o que se crê. o que se olha e ninguêm vê. como um amargo ou ácido domingo. este instante pálido, pra se correr todos os riscos. a canção triste... ah, essa canção... o olhar na janela, a noite escura... as horas magras de presença. o dia que se estende, que se funde, o dia dentro do dia. o que se corta, o que se abre, o que se aperta e é só silêncio ou música baixinha. o silêncio, o silêncio, o silêncio... e esse nó. e esse aperto. e essa nota solta dentro do peito. o que será, o que se é, o que se faz com canção que tem tons de saudade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-6602013122158535270?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/6602013122158535270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=6602013122158535270' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6602013122158535270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6602013122158535270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/11/como-uma-nota-solta-apertar-o-peito.html' title=''/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4475231646168076549</id><published>2009-10-30T13:23:00.001-03:00</published><updated>2009-10-30T13:23:31.909-03:00</updated><title type='text'>cartografia</title><content type='html'>de tua pele em mim um desenho. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;matéria viva tecida de sonhos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;a se abrir. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;feito pétala e água.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;tantos e tão claros sinais,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;como o dia amanhecendo em teus olhos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;em cada jardim a rosa se abre para receber a cor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4475231646168076549?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4475231646168076549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4475231646168076549' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4475231646168076549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4475231646168076549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/10/cartografia.html' title='cartografia'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2824964483047130986</id><published>2009-10-06T22:19:00.000-04:00</published><updated>2009-10-06T22:21:03.830-04:00</updated><title type='text'>do amor e outros encantos</title><content type='html'>estranhos e belos caminhos estes... a se perderem e assim se encontrarem. como uma verdade simples e pequena. o intenso da flor e a leveza do dia em que se é primavera. como a luz dos teus olhos pode ser em mim poesia. &lt;br /&gt;retratos dos encantos dessas pequenas-grandes coisas que só se sabe bem com o coração. ternos exercícios de aprender a ser. de se permitir. mergulhar. nos infinitos em que nos fazemos. &lt;br /&gt;estranhos e belos caminhos estes... a nos ensinar o nome que a rosa tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"porque eu sei que é amor..."(titãs)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2824964483047130986?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2824964483047130986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2824964483047130986' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2824964483047130986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2824964483047130986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/10/do-amor-e-outros-encantos.html' title='do amor e outros encantos'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7899537455856303135</id><published>2009-09-24T22:26:00.000-04:00</published><updated>2009-09-24T22:28:04.467-04:00</updated><title type='text'>... esperas...</title><content type='html'>fico aqui, a preencher o tempo com silêncios. a tecer imagens e memórias. a pintar os dias com cores tuas. cores de renascer. em sonhos, levezas, flores. nessas horas fora do tempo, na mágica possível onde nasce a canção do vento, onde a primavera se faz, onde o sol dorme em vermelhos. e fico descortinando novos sentires, formas bonitas de aprender a ser. de se fazer cor. nuances, tons, alegres melodias a bailar no silêncio do quarto. esperas. esperas tranquilas pelos dias que vêm. sem pressa. sem atropelos serão dias bonitos. foqueiras e serestas. lendas e versos e pétalas e asas. como só a beleza da cor pode ser. leve. e intensa. e funda. encontro de peles e olhos. reencontros. de tudo o que um dia. e em tantas vidas. se fez doce e bonito. se fez forte. se fez chama. que o sol nasça. e que a manhã encontre luz nesses sorrisos simples.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7899537455856303135?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7899537455856303135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7899537455856303135' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7899537455856303135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7899537455856303135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/09/esperas.html' title='... esperas...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-5694063767769714797</id><published>2009-09-15T21:31:00.001-04:00</published><updated>2009-09-15T21:33:17.887-04:00</updated><title type='text'>caminhos...</title><content type='html'>reencontrar o silêncio.&lt;br /&gt;a tessitura mesma de que as coisas são feitas.&lt;br /&gt;matérias e sonhos. &lt;br /&gt;etéreas formas. &lt;br /&gt;enlevos.&lt;br /&gt;nuances.&lt;br /&gt;o dia abaixo do dia. &lt;br /&gt;a noite acima da noite. &lt;br /&gt;a pele. por entre. por sobre. os dedos, os corpos, os olhos.&lt;br /&gt;as folhas.&lt;br /&gt;jardim. &lt;br /&gt;de intensidades.&lt;br /&gt;sensações. &lt;br /&gt;sentidos.&lt;br /&gt;a hora em que as flores se abrem para os dias.&lt;br /&gt;as águas, o vento, as luas todas.&lt;br /&gt;e agora,&lt;br /&gt;nem perguntas, nem respostas. &lt;br /&gt;estradas, apenas. &lt;br /&gt;os fios que se tecem de levezas.&lt;br /&gt;e se pintam de orvalho.&lt;br /&gt;como o dia nasce dentro dos olhos&lt;br /&gt;e adormece no peito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-5694063767769714797?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/5694063767769714797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=5694063767769714797' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5694063767769714797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5694063767769714797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/09/caminhos.html' title='caminhos...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-6637196260747736230</id><published>2009-09-10T21:48:00.000-04:00</published><updated>2009-09-10T21:49:14.601-04:00</updated><title type='text'>...sinestesias...</title><content type='html'>deita tua luz sobre o silêncio que é em mim memória.&lt;br /&gt;faz rios desse canto que é prece e não mais esquecimento.&lt;br /&gt;como uma rosa pode ser. toda ela. inteira.&lt;br /&gt;leveza e profundidade. compaixão e frescor.&lt;br /&gt;vida  morte dor e suavidade.&lt;br /&gt;sangue e veludo.&lt;br /&gt;a água corrente, o vento a soprar. &lt;br /&gt;a um só instante. o presente. a cor do tempo que se faz agora&lt;br /&gt;a voz do canto, o perfume das horas que se fazem brandas.&lt;br /&gt;movimento. cores. luzes. sons. gostos. gestos. vozes. &lt;br /&gt;e silêncios.&lt;br /&gt;e intensidades tantas.&lt;br /&gt;deixa nascer então esse silêncio em meu peito.&lt;br /&gt;alvorada. como um canto de primaveras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as flores estão a se abrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-6637196260747736230?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/6637196260747736230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=6637196260747736230' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6637196260747736230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6637196260747736230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/09/sinestesias.html' title='...sinestesias...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-6262392938271216609</id><published>2009-09-06T19:22:00.001-04:00</published><updated>2009-09-06T19:22:37.537-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As pedras do caminho eu vou deixar. Deitar os invernos que se foram. Os passos, os passados, as horas. Transpor os dias. Abandonar os medos. E trancar todas as portas que vou deixando abertas sem saber. E crescer estradas. Como essa pausa e esse silêncio podem ser. Re-encontro de palavras perdidas. De sonhos asas e flores. E nessa encruzilhada em que me encontro talvez o silêncio tenha um nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-6262392938271216609?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/6262392938271216609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=6262392938271216609' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6262392938271216609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6262392938271216609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/09/as-pedras-do-caminho-eu-vou-deixar.html' title=''/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3572239250667828996</id><published>2009-08-20T20:57:00.000-04:00</published><updated>2009-08-20T20:58:05.063-04:00</updated><title type='text'>estranhamento</title><content type='html'>- as pessoas são podres!&lt;br /&gt;- podres? são vermes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(“... tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma?" Caio F.)&lt;br /&gt;(Num dia em que a esperança se perdeu na chuva)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3572239250667828996?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3572239250667828996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3572239250667828996' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3572239250667828996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3572239250667828996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/08/estranhamento.html' title='estranhamento'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-8924904598329042555</id><published>2009-08-11T00:48:00.002-04:00</published><updated>2009-08-11T00:51:19.703-04:00</updated><title type='text'>ontem</title><content type='html'>fico aqui. infinita e áspera. como só tua mão no silêncio dos meus olhos pode ser. deita então tua face sobre essa noite minha. encosta teu peito nessa solidão que te devoraria. não fosse o eco dos teus passos lentos na escada. olho minhas mãos sempre vazias. resta o vento de agosto e os dias, os dias todos. tantas portas se abriram e quantas se fecharam? refaço as contas, realinho os trilhos e as flores. essa estrada toda torta. de prisões e asas e canções de inverno. escrevo alguma palavra indolor para preencher esse fundo azul de paisagem por detrás das nuvens cinzas. essa marca nos olhos eu não tinha. e hoje é noite e eu sei claro. a água imprópria que me faço tarde. e mesmo o vermelho da rosa mancharia teus dedos de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A alma é o segredo, a alma é o segredo" (Balada do Asfalto, Zeca Baleiro)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-8924904598329042555?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/8924904598329042555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=8924904598329042555' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8924904598329042555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8924904598329042555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/08/ontem.html' title='ontem'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4467007971098166890</id><published>2009-08-03T22:34:00.002-04:00</published><updated>2009-08-03T22:41:17.727-04:00</updated><title type='text'>de rosas, sangue e vinho tinto</title><content type='html'>ela hoje recebeu flores.&lt;br /&gt;como botar tinta no céu e tentar acreditar.&lt;br /&gt;em algo, em alguém, ou quem sabe no mundo.&lt;br /&gt;como crer na beleza que há no vermelho manchado da rosa.&lt;br /&gt;mesmo quando se faz chuva.&lt;br /&gt;e quem sabe pintar seus olhos de veneno raso.&lt;br /&gt;porque superfícies escorrem de seu rosto e não é preciso esperar.&lt;br /&gt;que o tempo ou o vento tragam.&lt;br /&gt;nem certezas nem saudades.&lt;br /&gt;as margens, as horas disso que nem mesmo se pode dizer que é.&lt;br /&gt;vazio.&lt;br /&gt;porque toda ela. serena desse inverno que lhe jaz na face.&lt;br /&gt;inscrição de silêncio e máscaras.&lt;br /&gt;avessos de si.&lt;br /&gt;a hora voltada no tempo a esvaziar-se de si mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4467007971098166890?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4467007971098166890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4467007971098166890' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4467007971098166890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4467007971098166890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/08/de-rosas-sangue-e-vinho-tinto.html' title='de rosas, sangue e vinho tinto'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3816804150087461605</id><published>2009-07-26T21:20:00.001-04:00</published><updated>2009-07-26T21:20:52.001-04:00</updated><title type='text'>retrato de meia estação</title><content type='html'>para quem vinha de fora era ela frágil. pequena e frágil. véus e flores miúdas. sem imprecisão alguma. &lt;br /&gt;quem vê de dentro nem poesia ela era. era carne. do tempo em que a cor jorrava da pele em exercício último de ser e o avesso é o que se tem de melhor. &lt;br /&gt;e por vezes nem carne. era febre. docemente febril, as pupilas dilatadas e as lágrimas diluídas em cantos e clamores. como algo que sai de dentro de si mesmo e se olha. tal um desencontro de si. o próprio deserto. &lt;br /&gt;de areia também era ela. desse material fluido que corre e sangra ao sol. a invadir os poros os móveis e os ínfimos de tudo. a ampulheta contrária. &lt;br /&gt;e ela era tão plana de si. que escorria. e suspirava vazio e lodo. ela corria e se deixava ficar. como se a morte fosse uma escolha. quisera ela então não ter força nem ter que insistir. e viver como se o quarto apertado fosse o mundo todo. e se a chuva nunca mais for embora. ela ficará ali. a olhar paredes e nódoas. &lt;br /&gt;e ela que se preenchia de vazios tinha nas mãos um nome. um nome que jaz no tempo. infinito de silêncio e distância. &lt;br /&gt;um anagrama o nome.&lt;br /&gt;como o silêncio da flor pode ser. a brincadeira que não cessa o vento que não tece cortinas. letras e letras no papel inchado. os olhos. &lt;br /&gt;de longe o nome dele era um silêncio. de dentro o que se partiu. nas horas perdidas e na água do banho. a levar essas esperas.  e era ela. reentrâncias de si e espasmos. as mãos perdidas agora. em vão. o dia a cair as horas os retratos todos. e o frio. &lt;br /&gt;ficou tão frio esse lugar. inquietante água sem porto. sem nunca chegar. sem raízes era. sem paradas ou abismos. não tinha asas. casa ou o que quer que olhe por ela. &lt;br /&gt;serena ela sorveu o dia. embebedeou-se de chuvas. aninhou-se no vazio do travesseiro. pendurou a máscara de complacência com as roupas na parede. e dormiu pra si inverno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3816804150087461605?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3816804150087461605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3816804150087461605' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3816804150087461605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3816804150087461605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/07/retrato-de-meia-estacao.html' title='retrato de meia estação'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2908133113718872846</id><published>2009-07-12T22:32:00.000-04:00</published><updated>2009-07-12T22:33:50.756-04:00</updated><title type='text'>insolúvel</title><content type='html'>talvez ela nunca consiga dormir até esperar. o nascer e morrer das horas do silêncio amargo da distância. e mesmo que ela pense nas segundas que virão. ainda assim. esperará. ouvirá todas as Beatles'songs. revisará todas as páginas. olhará a janela incontáveis vezes. adiará o banho. e mesmo que nela só o silêncio caiba bem. essa roupa amarrotada e áspera. seguirá abrindo todas as portas. levando os olhos pelo vazio do quarto. revistando todas as gavetas. pintaria todas as paredes se não fosse tarde. porque esse silêncio é tarde. porque a distância arde. e na pele fria revive os cheiros e passados. faz promessas a si mesma que será a última vez. que não morrerá. e que, assim que possível, arrumará a bagunça do corpo. estenderá as roupas – vou comprar vasos pras flores. apagará a luz. a lista de música terminou. mais uma vez. terminou o dia. a hora. o refrão. e no silêncio dissolvido no quarto a janela permanece aberta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2908133113718872846?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2908133113718872846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2908133113718872846' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2908133113718872846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2908133113718872846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/07/insoluvel.html' title='insolúvel'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4566317168609247740</id><published>2009-07-04T01:07:00.001-04:00</published><updated>2009-07-04T01:09:02.377-04:00</updated><title type='text'>do vento, preces e espelhos</title><content type='html'>dê-me essa prece como um perdão.&lt;br /&gt; - [...].&lt;br /&gt; a água está fria demais para se morrer assim. &lt;br /&gt; - [   ].&lt;br /&gt;não morra. tua mão é gelada como teu coração.&lt;br /&gt; - [...].&lt;br /&gt; eu só queria sorrir. a vida está toda ali. guardada, com as roupas no armário.&lt;br /&gt; - [   ].&lt;br /&gt; vamos pisar na terra e chorar atá que a primavera cante? &lt;br /&gt; - [   ].&lt;br /&gt; ensina-me então essa prece sem começos... as palavras são frias também. &lt;br /&gt; - [   ].&lt;br /&gt; eu só queria pulsar. rasgar essas cordas sem encnto algum. e se sorrires pra mim? &lt;br /&gt; - [...].&lt;br /&gt; se já não há inícios, tanto faz. se agora ou ontem.&lt;br /&gt; - [  ]. &lt;br /&gt; pode ser. deixa-se. cair ou voar. quem sabe essa canção enlouquecida. as horas todas, os silêncios fartos. quem sabe o fim de si mesmo. a estrada é toda torta. está escuro agora e as folhas estão embaralhadas sobre a mesa.&lt;br /&gt; - [   ].&lt;br /&gt; por que criar outros e outros espelhos?&lt;br /&gt; - [   ].&lt;br /&gt; o retrato dessa nudez é sempre o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4566317168609247740?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4566317168609247740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4566317168609247740' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4566317168609247740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4566317168609247740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/07/do-vento-preces-e-espelhos.html' title='do vento, preces e espelhos'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-5298589744956588791</id><published>2009-06-30T22:09:00.000-04:00</published><updated>2009-06-30T22:10:48.795-04:00</updated><title type='text'>rotina</title><content type='html'>perco-me nas pequenas coisas do dia a dia. acordar de manhã atrasos sono pressa ônibus esquinas e guarda-chuva. o frio. o dia. todo ele, inteiro. os preparos, os despreparos, os desprendimentos, o cansaço, os desentendimentos. às vezes o sol nasce e se põe e me abraça. me tinge os olhos e me tange. me empurra pra dentro disso que sou quando é noite e venta. forte. é frio. escuros e cantos. sem cantos a música da rua apenas. a tirania. a força. o medo. o estranho. e estranho essa impossibilidade de agora. essa certeza amarga que jaz. dormente como só o silêncio pode ser. a casa sem ar. sem vontades pro cotidiano me perco em palavras doloridas e ouço canções vazias, porque sem ninguém dentro. às vezes desisto e silencio. e tento deixar cada um viver sua própria solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-5298589744956588791?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/5298589744956588791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=5298589744956588791' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5298589744956588791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5298589744956588791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/06/rotina.html' title='rotina'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2248150909526500801</id><published>2009-06-28T19:30:00.003-04:00</published><updated>2009-06-28T19:48:59.247-04:00</updated><title type='text'>da doçura das flores mortas</title><content type='html'>como se pode conceber algo que mesmo em seu fim ainda soa doce? como uma voz em meio ao silêncio da tarde de domingo pode cantar bonitas melodias. ou o dia que irrompe azul depois de uma semana de cinza e o sol que nasce quando o céu deixa de sangrar. porque hoje eu joguei fora as flores, sabe. há dias que estavam secas e eu sem saber. o que fazer, onde colocar, as mãos no bolso, a voz e a face. secas. o que era? eu nem sei. não foi por falta de água ou de luz. às vezes as coisas estão lá e ainda assim faltam. porque nem tudo o que se pode dar é suficiente sempre. o que é preciso então. será o vento a tocar a pele? serão as flores a adubar a terra? um dia se fará jardim. e apenas é preciso esperar. talvez, o que nem mesmo se sabe. e sempre seremos nós mesmos e os caminhos tantos. quantas portas se abrirão? máscaras e sorrisos, versos e valsas. às vezes soam tristes, mas há doçura na forma como as folhas amarelam e caem quando é outono. o banco da praça está vazio. e mesmo esse silêncio me chega doce. porque das flores nascerão outras flores. os ventos trarão outras sementes. e seguiremos caminhando. às vezes a sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2248150909526500801?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2248150909526500801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2248150909526500801' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2248150909526500801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2248150909526500801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/06/docura-das-flores-mortas.html' title='da doçura das flores mortas'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4884838761027541693</id><published>2009-06-15T23:12:00.001-04:00</published><updated>2009-06-15T23:14:47.404-04:00</updated><title type='text'>das banalidades</title><content type='html'>I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ontem em diante, nem a flor, nem nada. algumas angústias insossas, alguns medos profanos. rabiscos no escuro. espaços de se deixar ser. sem sentido. apenas ser. se o dia cair. se cair, a hora, o medo o vento. trêmulos, a ranger no escuro os dentes. para o frio quem nem outra pele abarca. que nem outro dia alcança. esse tremer de ossos. como um frio que é todo ele profundo e ancestral. vem de antes, de quando o tempo ainda nem era. e dessas horas de silêncio robusto  e de instantes magros de presença, o que se alcança? a porta está vazia. o quarto está vazio. a pele está vazia. como se vaza água pelos poros quando se é perene. como se solta vida quando se solta da vida a matéria densa e duradoura. como é deixar ser a mim mesmo esse rascunho. essas linhas tortas e distorcidas. mal-escritas? como é pra ti ser tão prenhe de silêncios... o campo lá fora está farto e o céu é tão vermelho. às vezes sangra. coração torto. muda de cor e soluça vazio. às vezes arrisco um soluço e lágrimas secas. alcançar quem sabe a altura do teu deserto e solidão antiga. quem irá regar as flores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as flores sem sorrisos eu vou guardar. quem sabe compor uma melodia quando o dia nascer cinza. &lt;br /&gt;o olhar na janela a encontrar (a si mesmo ou a quem?). que nem mesmo sei. &lt;br /&gt;um não-sorriso. o grito sem gesto. um apelo ou a causa muda. &lt;br /&gt;as trivialidades todas do dia. e guardadas. como palavras sem gosto. somente pra não cansar o que já é um tanto em si mesmo. um dia talvez as gavetas estejam todas abertas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4884838761027541693?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4884838761027541693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4884838761027541693' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4884838761027541693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4884838761027541693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/06/das-banalidades.html' title='das banalidades'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-6573463445308378664</id><published>2009-06-11T23:45:00.001-04:00</published><updated>2009-06-11T23:48:27.792-04:00</updated><title type='text'>de quando em vez</title><content type='html'>resta pintar um silêncio como se pinta uma dor. &lt;br /&gt;a janela aberta e o dia. a nascer quando me perco, a perder-se em mim a cor. &lt;br /&gt;a tingir retratos e palavras soltas. a morrer em mim quando é tarde. e tudo se esvai em vermelhos.&lt;br /&gt;quando a vida se põe. à salvo, à ferida. aos rasgos e arpões. &lt;br /&gt;tantas formas de ouvir o silêncio. &lt;br /&gt;quantas vezes me fiz criança. quantas vezes já morri? quanto de mim é hoje. tanto do que sou tem tinta. textura. dobrões. bainhas? as pétalas todas enfileiradas. na confusão e na ordem do dia. feito roupa que se quer limpa. feito pano que se faz chão. como o dia abriu uma rosa e escureceu o silêncio do quarto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-6573463445308378664?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/6573463445308378664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=6573463445308378664' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6573463445308378664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6573463445308378664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/06/de-quando-em-vez.html' title='de quando em vez'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-5197820841526645934</id><published>2009-04-29T15:17:00.001-04:00</published><updated>2009-04-29T15:20:02.056-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>todas as palavras precisam ter pétalas?&lt;br /&gt;como o silêncio da cor. da música cega. ou da palavra sem movimento.&lt;br /&gt;talvez ser amarelo.&lt;br /&gt;devolvam as cores às suas casas. as rosas às suas hastes.&lt;br /&gt;os quintais e sua chuva.&lt;br /&gt;as lágrimas brotarão primaveras&lt;br /&gt;quando a porta abrir.&lt;br /&gt;e hoje, eu pintei esse silêncio de vermelho.&lt;br /&gt;quem sabe, um eco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-5197820841526645934?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/5197820841526645934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=5197820841526645934' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5197820841526645934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5197820841526645934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/04/todas-as-palavras-precisam-ter-petalas.html' title=''/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-1458587276285870923</id><published>2009-04-24T17:50:00.001-04:00</published><updated>2009-04-24T17:50:42.795-04:00</updated><title type='text'>Reencontro</title><content type='html'>hoje voltei a sentir.&lt;br /&gt;a poesia me estendeu a mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-1458587276285870923?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/1458587276285870923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=1458587276285870923' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1458587276285870923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1458587276285870923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/04/reencontro.html' title='Reencontro'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-1296595093139832300</id><published>2009-04-24T17:49:00.000-04:00</published><updated>2009-04-24T17:50:23.253-04:00</updated><title type='text'>silêncios</title><content type='html'>há pouco ou nada a dizer. sobre mim. &lt;br /&gt;apenas o inexato. o incerto. o instável.&lt;br /&gt;caminhos. &lt;br /&gt;nuvens espessas ou fragmentos e folhas leves. &lt;br /&gt;voltas. passos. ciclos. e ventos. &lt;br /&gt;como um pisar as folhas secas do chão em meio à lucidez da tarde. &lt;br /&gt;e sentir. que o inverno não virá. &lt;br /&gt;que a primavera é isso. esse nascer - florescer de asas e tempos.&lt;br /&gt;e as palavras.&lt;br /&gt;sempre estarão a dançar no vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-1296595093139832300?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/1296595093139832300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=1296595093139832300' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1296595093139832300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1296595093139832300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/04/silencios.html' title='silêncios'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7714774164350656543</id><published>2009-04-24T17:47:00.000-04:00</published><updated>2009-04-24T17:49:46.288-04:00</updated><title type='text'>das horas</title><content type='html'>é sempre bom retornar. a isso que sou. a isso que vagueio. como algo que sempre está a se perder de si mesmo. como uma felicidade ou uma cauda. labirintos e asas. e hoje, as crianças estão brincando na rua. me fazendo pausa. me trazendo delírio e lágrima. alegria é esse gosto incerto e áspero? essa borboleta a me florir os olhos, a me voar os gestos. a colorir os corpos. parece um nascer e simplesmente não sei. o que fazes comigo? o dia é azul como o mar. eu que nunca mais mergulhei. e sei que não é bom dizer nunca. mas hoje... esse dia de nascer e morrer. seria como flutuar. cansar as horas e feridas. descalçar os sapatos. simplesmente. como tantas coisas. feitas de vento e flor. às vezes só fica a pele. e se eu chorar ou sorrir. tanto faz. vai passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7714774164350656543?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7714774164350656543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7714774164350656543' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7714774164350656543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7714774164350656543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/04/das-horas.html' title='das horas'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-9136855893343124776</id><published>2009-04-09T16:20:00.002-04:00</published><updated>2009-04-09T16:24:16.644-04:00</updated><title type='text'>Reentrâncias</title><content type='html'>"em algum canto do meu olho há um pedaço de céu a se tingir de mar. até serem um só azul."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... em direção à desertos&lt;br /&gt;até ser algo que não é preciso provar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"a noite cai inteira sobre meu silêncio. sobre os escuros que me faço água. eu ou o mar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"desenho prisões e quadros estático&lt;br /&gt;até se tornarem gotas de vermelho."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"quero hoje o silêncio dos livros. a timidez das cores. o espanto do vazio. nesse vasto em que talvez eu encontre. as partes que um dia me esqueci." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"quero a cor. ali onde começa. onde o vermelho se faz. ali me começo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"essa revolução de bichos em mim. metamorfoses de borboletas. de espinhos em rosas. de silêncios em água... esses espaços reinantes. para ser. só. o que se pode. como a bailarina a saltar. como o dia a ruir. se o vento... ao menos... meu corpo. essa inscrição de silêncios sem respostas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"escrevo no escuro. para pintar um silêncio no vazio das horas. caricaturas de um dia que insiste em deitar-se. rasgo silêncios com palavras pontiagudas. acalmar meus terrores. arrebatar meus medos. dominar dragões com seus fogos. esquálidas cores a percorrer meus veios. a fumegar as horas. a me sangrar o peito."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-9136855893343124776?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/9136855893343124776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=9136855893343124776' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/9136855893343124776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/9136855893343124776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/04/reentrancias.html' title='Reentrâncias'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-8938740613657571459</id><published>2009-04-07T18:07:00.004-04:00</published><updated>2009-04-09T15:13:01.315-04:00</updated><title type='text'>monocromia</title><content type='html'>quando a poesia me falta. me falta o chão. a pele. os olhos. os pés. e pequena fico sob o azul incandescente. áridas estradas me somam. e se estendem. sem fim. sem velas nem delírios que valham. as palavras. o ócio. o coro. o choro. levada pelas águas. para ser desertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/Sd5IkKhCpXI/AAAAAAAAAKE/yy5Yi7GX444/s1600-h/dsc07260.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/Sd5IkKhCpXI/AAAAAAAAAKE/yy5Yi7GX444/s320/dsc07260.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322771595733935474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-8938740613657571459?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/8938740613657571459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=8938740613657571459' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8938740613657571459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/8938740613657571459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/04/quando-poesia-me-falta.html' title='monocromia'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/Sd5IkKhCpXI/AAAAAAAAAKE/yy5Yi7GX444/s72-c/dsc07260.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3397215126425640198</id><published>2009-03-30T17:08:00.001-04:00</published><updated>2009-03-30T17:10:01.287-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>a flor. eu aceito. esse gosto do mundo que se faz de vermelhos. se tinge de intensidades. se pinta de incertos. e é preciso apenas não apressar o rio. as águas se vão. claras e deradeiras. por si. com sua paz e sua tempestade. e nesse silêncio de águas me banho. me permito, me perco. e me calo então. para ver nascer a poesia e a loucura que há na rosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3397215126425640198?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3397215126425640198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3397215126425640198' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3397215126425640198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3397215126425640198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/03/flor.html' title=''/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-9164523302623081728</id><published>2009-03-26T08:34:00.002-04:00</published><updated>2009-04-09T15:35:40.782-04:00</updated><title type='text'>superfícies</title><content type='html'>de dias pra cá tenho tateado sentimentos. sentido com as mãos os pés a pele os cabelos. amanheço manchada pela superfície de lençóis. o áspero de paredes me fascina. as pedras nos muros. a extensão aveludada de folhas. os musgos. o macio que minhas mãos encontram no vestido amarrotado. as cadeiras do cinema. as contas do colar. meus pés derramados pelo ladrilho frio. o liso das páginas do livro. da tela. a pétala que me roça o rosto. o vento que me aplaina. as texturas que me endireitam. o vidro. a mesa. o chão eu toquei. tua pele. bem pouco. de longe. eu sei. o mundo . o mundo tem me tocado e eu aceito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-9164523302623081728?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/9164523302623081728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=9164523302623081728' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/9164523302623081728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/9164523302623081728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/03/superficies.html' title='superfícies'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4642662985885266274</id><published>2009-03-23T11:49:00.003-04:00</published><updated>2009-03-23T12:00:01.767-04:00</updated><title type='text'>Dos Barcos</title><content type='html'>Idéias que surgem de conversas e cantos. sobre o mar. sobre a infância que navega nas águas serenas da memória. sobre o tempo que em nós se fez flor e pedra, espinho ou sonho doce. dos brinquedos. das luzes das lágrimas ou medo. do que fomos e do que em nós mora em forma de olhar e sorriso. da infância que ontem, agora e sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://barquinhos-de-papel.blogspot.com/"&gt;Barquinhos de papel&lt;/a&gt;... a velejar mares de sentidos, sonoridades e texturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://barquinhos-de-papel.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Dani Santos e &lt;a href="http://edutrindade.blogspot.com/"&gt;Edu Trindade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/ScexPTwTM2I/AAAAAAAAAJU/-mUVFl4epKE/s1600-h/bar1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 119px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/ScexPTwTM2I/AAAAAAAAAJU/-mUVFl4epKE/s320/bar1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316412761693172578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4642662985885266274?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4642662985885266274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4642662985885266274' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4642662985885266274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4642662985885266274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/03/dos-barcos.html' title='Dos Barcos'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/ScexPTwTM2I/AAAAAAAAAJU/-mUVFl4epKE/s72-c/bar1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2489679394128642572</id><published>2009-03-20T09:02:00.000-04:00</published><updated>2009-03-20T09:03:27.367-04:00</updated><title type='text'>so[l]risos</title><content type='html'>... hoje comprei girassóis. &lt;br /&gt;em meio a chuva fina, caminhar carregando ramalhete de amarelas flores de sol.&lt;br /&gt;com um sorriso inteiro e uma discreta satisfação em assim ser. &lt;br /&gt;em chover. em florir. &lt;br /&gt;presentes. &lt;br /&gt;presente.&lt;br /&gt;joaninha  girassol a chuva fina os carros a criança as árvores florindo rosas as canções e pássaros isso que sou a rua o mundo.&lt;br /&gt;alguma lágrima. &lt;br /&gt;as estrelas todas que existem dentro de um girassol.&lt;br /&gt;a vida toda que existe.&lt;br /&gt;a vida.&lt;br /&gt;a flor.&lt;br /&gt;o sorriso.&lt;br /&gt;dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2489679394128642572?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2489679394128642572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2489679394128642572' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2489679394128642572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2489679394128642572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/03/solrisos.html' title='so[l]risos'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-5786701257863107362</id><published>2009-03-08T13:55:00.002-04:00</published><updated>2009-03-08T13:58:56.819-04:00</updated><title type='text'>hojes</title><content type='html'>começo. todo dia. todo o sempre. como se horas. nao bastassem. começo. disperso. sempre. hoje. agora. nasceres. sempre. florir. como se nunca e sempre. de agora. pra frente. eu. apenas. cada dia e sempre. todo dia e mais. o mundo. as cores. os gritos todos. os silencios. as flores. as máscaras. o sol. o novo. o sempre agora. eu sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-5786701257863107362?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/5786701257863107362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=5786701257863107362' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5786701257863107362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/5786701257863107362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/03/hojes.html' title='hojes'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2294926255863619138</id><published>2009-02-28T22:38:00.001-04:00</published><updated>2009-02-28T22:40:12.660-04:00</updated><title type='text'>primavera</title><content type='html'>palavras estão a nascer em mim como flores. de minhas maos nascem. palavras versos. os poros estao abertos. o corpo está aberto para se fazer. jardim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2294926255863619138?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2294926255863619138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2294926255863619138' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2294926255863619138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2294926255863619138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/02/primavera.html' title='primavera'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4411159963078833920</id><published>2009-02-05T09:01:00.002-03:00</published><updated>2009-02-05T09:03:56.992-03:00</updated><title type='text'>..esperas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SYrVQeFFRQI/AAAAAAAAAIA/HiWuRpD4Z6o/s1600-h/dsc07253.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SYrVQeFFRQI/AAAAAAAAAIA/HiWuRpD4Z6o/s320/dsc07253.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299282390483813634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;asas de borboletas a se derramarem em mim. por sobre o que sou. dos infinitos que me faço. das entranhas e estranhas horas em que os passos chegam a porta de ser. caminhares tímidos e ávidos por completarem-se (completarem-me, o que). nesses espelhos suspensos de mim nessas estradas batidas de silêncios robustos desse silêncio todo que me calo dessas palavras ora doce amarga a cantar os dias a voar as horas em que vôo. e que caminhante. faço estradas. em asas leves de borboletas que me vestem me animam incendeiam me impelem a estes escuros dentro. dos que sou. partes e totais. dos claros que me inundam. dos que sou. também. de águas a tocarem silêncios. a banhar-me. inundar-me. de mim e do resto. até transbordar. de mim. do Eu. até. tornar-me. não um fim. mas começos. estranhos e infinitos começos.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SYrVgRe5EUI/AAAAAAAAAII/QMO1C6d6sJE/s1600-h/dsc07260.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SYrVgRe5EUI/AAAAAAAAAII/QMO1C6d6sJE/s320/dsc07260.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299282661980311874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4411159963078833920?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4411159963078833920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4411159963078833920' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4411159963078833920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4411159963078833920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/02/esperas.html' title='..esperas...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SYrVQeFFRQI/AAAAAAAAAIA/HiWuRpD4Z6o/s72-c/dsc07253.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7906408658421773630</id><published>2009-02-05T08:57:00.001-03:00</published><updated>2009-02-05T09:00:49.464-03:00</updated><title type='text'>mensageiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SYrU5zujAPI/AAAAAAAAAH4/wm8U06CZUQU/s1600-h/dsc07263.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SYrU5zujAPI/AAAAAAAAAH4/wm8U06CZUQU/s320/dsc07263.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299282001157882098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há ventos bons a soprar. como num dia bonito. apenas. simples. pura e simplesmente.&lt;br /&gt;a varrer folhas e medos. a levar sombras e dores. como chuva quando cai mansinha a lavar. tudo o que jaz. tudo o que nunca mais. &lt;br /&gt;e o vento traz. vem de longe e é. gostos outros. olhares tantos. aromas de manhãs floridas. perfumes de jasmins a adocicar os gestos. &lt;br /&gt;o vento a entrar janela adentro. a tocar a pele. a brincar com cabelos. a fazer silencio com meus nós. &lt;br /&gt;a desatar meus embaraços. a reger minhas canções. a encantar meus anúncios. minhas flores e palmas. a sacudir vestidos e asas. a varrer a fumaça das casas. &lt;br /&gt; de vento a rodopiar na janela. &lt;br /&gt; de vento a balançar as folhas.&lt;br /&gt; de vento a dizer-me viva.&lt;br /&gt;a dizer-me.&lt;br /&gt;algo qualquer de indecifrável&lt;br /&gt;de indizível&lt;br /&gt;do mundo das pedras de mim&lt;br /&gt;a dizer que sou.&lt;br /&gt;não mais.&lt;br /&gt;apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7906408658421773630?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7906408658421773630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7906408658421773630' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7906408658421773630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7906408658421773630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/02/mensageiro.html' title='mensageiro'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SYrU5zujAPI/AAAAAAAAAH4/wm8U06CZUQU/s72-c/dsc07263.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2523767896271202479</id><published>2009-02-02T08:20:00.001-03:00</published><updated>2009-02-02T08:20:54.427-03:00</updated><title type='text'>Silêncios</title><content type='html'>Vem de antes. De tempos em que era o que nem ainda sei. Do que fui. Dos prantos. Das dores que se chorou. Como se fossem mar. Das flores que guardei. Pra não recordar. Dos silêncios grandes e das paredes vazias. Do espelho e imagem sombria. Das sombras e medos meus. Guardados dentro do quarto. No teto. Nas gavetas. No corpo. Do mundo virado e avesso. Das horas vazias e mais. Vinha de antes e se foi. Como um tiro, um delírio ou uma nuvem de chuva. Chegava e me pairava como um todo feito de vazios. Uma tempestade silenciosa e vaga. Nó. A apertar, a invadir. A moer. A remoer feridas e entranhas. Agora jaz. Para nunca. E redimida e forte. Sigo a pintar. Cores novas, de vir-a-ser. A florir. Forjar caminhos e passos. Andar na chuva. Chover. A cantar. Desenhar estrelas com as mãos. E os silêncios, agora, são estes que invento. Para pintá-los com tons leves de espera. Para tornar-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2523767896271202479?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2523767896271202479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2523767896271202479' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2523767896271202479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2523767896271202479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/02/silencios.html' title='Silêncios'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-6255700135177644943</id><published>2009-02-02T08:17:00.001-03:00</published><updated>2009-02-02T08:20:27.112-03:00</updated><title type='text'>Ontem</title><content type='html'>Preencho-me de flores vermelhas. De sangue. Vinho tinto. Cores de queimar. Arder. Rasgar. Esquecer. Seja dor ou quem sabe... alguma palavra ainda tímida, impronunciável que não sei viver... Sorrisos e pedras. Rosas e folhas secas em certos dias. Ás vezes o jardim é tão deserto. As superfícies ásperas. Um dia de outono dentre a primavera. Cores cheias de deserto antigo. Horas plenas de desterro. Um canto preso no peito. Um dia que insiste em não ter fim. Uma lágrima pelo amargo que me faço. Pelo dia cinza que jaz lá fora. E aqui dentro. Hoje e nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-6255700135177644943?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/6255700135177644943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=6255700135177644943' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6255700135177644943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6255700135177644943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/02/ontem.html' title='Ontem'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7957038483665931143</id><published>2009-01-02T21:41:00.002-03:00</published><updated>2009-01-02T21:44:22.055-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SV600Cn_DDI/AAAAAAAAAHw/E_bbS3YVmgg/s1600-h/Exp.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SV600Cn_DDI/AAAAAAAAAHw/E_bbS3YVmgg/s320/Exp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286861818730318898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora ando a pintar coisas pra ti...&lt;br /&gt;Colorir o silencio com tua voz, enfeitar a mesa, os cabelos com flores...&lt;br /&gt;A esperar palavras tuas...&lt;br /&gt;Pequenas palavras a despertar sorrisos tantos...&lt;br /&gt;Os perfumes das flores daqui...&lt;br /&gt;A canção dos pássaros... &lt;br /&gt;as borboletas em sua dança mágica... &lt;br /&gt;o vento a embalar-me...&lt;br /&gt;As canções todas por aqui...&lt;br /&gt;A contar mundos outros...&lt;br /&gt;As horas que brincam, a fugir, a fugir...&lt;br /&gt;Pinto os dias por aqui com as cores de arco-íris...&lt;br /&gt;Estão  chovendo flores  e estrelas...&lt;br /&gt;Rabisco então pequenas canções... a te lembrar ou esquecer...&lt;br /&gt;Guardo cantos baixinhos pra te levar.&lt;br /&gt;Como a hora mágica em que poso viver teu silencio.&lt;br /&gt;Trago uma estrela na palma da mão. Para te dar um presente bonito.&lt;br /&gt;E sigo enfeitando o silencio com flores... colorindo os vazios com banhos de chuva... &lt;br /&gt;regando o jardim de borboletas...&lt;br /&gt;Escolhendo cores novas para decorar a vida.&lt;br /&gt;Os dias a tornar-se...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7957038483665931143?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7957038483665931143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7957038483665931143' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7957038483665931143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7957038483665931143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2009/01/agora-ando-pintar-coisas-pra-ti.html' title=''/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SV600Cn_DDI/AAAAAAAAAHw/E_bbS3YVmgg/s72-c/Exp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2669681939252125967</id><published>2008-12-27T04:24:00.000-03:00</published><updated>2008-12-27T04:25:17.550-03:00</updated><title type='text'>Canção pra te ver dormir...</title><content type='html'>Desenho pequenas canções pra ti...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a calma necessária... a mágica possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rabisco abraços silenciosos e brandos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma palavra baixinha. Uma caixinha de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com pares leves a dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a esquecer. Perdidos no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rabisco-te pequenas serenatas. Com flores e luas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De horas fortes e demoradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao som do quebra-cabeça que monto de ti. Das partes desencontradas. Das figuras nítidas. Das cores fortes. Do fundo de céu e nuvem contornada de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um retrato colorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pinto seus olhos da cor do silêncio. Do tempo que se rasga tímido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do espaço em que se é tanto. E nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planto sementes à tua porta. A te fazer sombra. Abraçar teu sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma carta toda dobrada e guardada no bolso. Escrevo-te. Um bilhetinho. Uma reticência. Uma demora ou uma lágrima. O sol tem sorrisos lindos agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arco-íris canta a canção das chuvas que estão a cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um sorriso todo guardado pra ti. As estrelas a se esconder. As nuvens feitas de algodão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O girassol a saudar. A manhã que chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto dormes um sono bonito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2669681939252125967?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2669681939252125967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2669681939252125967' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2669681939252125967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2669681939252125967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/12/cano-pra-te-ver-dormir.html' title='Canção pra te ver dormir...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7056826336943261455</id><published>2008-12-20T00:07:00.002-03:00</published><updated>2008-12-20T00:25:26.680-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ando com palavras presas na garganta. Seria um grito... ou apenas uma lágrima? Um vento solto, um risco. Um susto. Alguma dor escondida. Uma palavra perdida. Um gosto de nuvem que se foi e se fez chuva. A indefinição amrga. A cor fria e morna de tantas palavras silenciadas. Como um silêncio grande e sem ecos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7056826336943261455?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7056826336943261455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7056826336943261455' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7056826336943261455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7056826336943261455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/12/ando-com-palavras-presas-na-garganta.html' title=''/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-4611878666903466568</id><published>2008-12-04T22:56:00.001-03:00</published><updated>2008-12-04T22:58:41.055-03:00</updated><title type='text'>O circo</title><content type='html'>É hora de sair da chuva, &lt;br /&gt;entrar no palco:&lt;br /&gt;- O espetáculo começa!&lt;br /&gt;Pintar o rosto,&lt;br /&gt;vestir a máscara.&lt;br /&gt;- O clown entra em cena.&lt;br /&gt;Falsear o riso,&lt;br /&gt;suspender o pranto:&lt;br /&gt;- A platéia chega...&lt;br /&gt;Fingir-se casca,&lt;br /&gt;Superfície...&lt;br /&gt;Resguardar a semente,&lt;br /&gt;fugir-se, calar-se e sorrir-se.&lt;br /&gt;Riso falso – fantasia – riso lata.&lt;br /&gt;Cores. Maquiagem. Fuga.&lt;br /&gt;Superficialidade.&lt;br /&gt;- E o show se arrasta...&lt;br /&gt;Prossegue doendo.&lt;br /&gt;A vida se vai descortinando em cenas,&lt;br /&gt;em brasas...&lt;br /&gt;Ilustres cenas,&lt;br /&gt;de ânsia e asco,&lt;br /&gt;de falsidade...&lt;br /&gt;Cena que enoja,&lt;br /&gt;enjoa, irrita, amarga,&lt;br /&gt;arrasa, se cansa.&lt;br /&gt;- E a platéia passa,&lt;br /&gt;se ri, se encanta!&lt;br /&gt;- É casca, é pó.&lt;br /&gt;- É mais máscara. É sombra.&lt;br /&gt;Confunde-se com o artista...&lt;br /&gt;O palhaço, em seu âmago, chora:&lt;br /&gt;-É isso a vida?&lt;br /&gt;-Vida-palco? Vida-ilusão?&lt;br /&gt;Em seus devaneios, o palhaço treme... &lt;br /&gt;- Ser fantoche dói...&lt;br /&gt;As horas passam... &lt;br /&gt;Arrastam-se, pontiagudas...&lt;br /&gt;As luzes se apagam... &lt;br /&gt;Cortina se fecha...&lt;br /&gt;O palhaço, em seu alívio, foge...&lt;br /&gt;Escapa desse submundo...&lt;br /&gt;Volta para a vida...&lt;br /&gt;E o espetáculo se encerra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/STiKuewS76I/AAAAAAAAAHo/GlEhM7ocl1s/s1600-h/The+Sad+Clown.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/STiKuewS76I/AAAAAAAAAHo/GlEhM7ocl1s/s320/The+Sad+Clown.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276119494598782882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-4611878666903466568?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/4611878666903466568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=4611878666903466568' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4611878666903466568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/4611878666903466568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/12/o-circo.html' title='O circo'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/STiKuewS76I/AAAAAAAAAHo/GlEhM7ocl1s/s72-c/The+Sad+Clown.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7518196351754537093</id><published>2008-11-22T17:33:00.004-03:00</published><updated>2008-11-22T17:42:04.630-03:00</updated><title type='text'>Anônimo</title><content type='html'>Tem os olhos escondidos de sol,&lt;br /&gt;a boca cravejada de luas&lt;br /&gt;e de silêncio grande.&lt;br /&gt;- Sabe-se lá de que antiguidade &lt;br /&gt;vem sua voz e seu silêncio.&lt;br /&gt;Tem faces dormidas de rua,&lt;br /&gt;a cabeça de noites ao relento.&lt;br /&gt;Tem pernas-calçadas, pés-asfalto,&lt;br /&gt;botas envelhecidas.&lt;br /&gt;- Às vezes anda descalço...&lt;br /&gt;Tem os dias trovejados de abandono.&lt;br /&gt;Tem a vida envelhecida e manchada das cores incertas.&lt;br /&gt;Tem águas de chuvas anteriores nos poros.&lt;br /&gt;Tem bolsos rasgados de solidão.&lt;br /&gt;Carrega nos ombros um rádio de ouvir músicas de ontem&lt;br /&gt;e no corpo a liberdade insegura&lt;br /&gt;de quem é todo inscrito de margens.&lt;br /&gt;De quem precisa estar fora para pertencer.&lt;br /&gt;- Essa estranha prisão feita de lados de fora.&lt;br /&gt;Um peito de feridas abertas,&lt;br /&gt;a garganta engasgada de flores de outono.&lt;br /&gt;Nos olhos serenos e doídos todos os seus mistérios.&lt;br /&gt;Desvia o olhar quando ousam olhá-lo.&lt;br /&gt;Nada pede.&lt;br /&gt;Nada diz.&lt;br /&gt;Está em todo lugar.&lt;br /&gt;Andando por todas as ruas.&lt;br /&gt;Sentado em todas as calçadas.&lt;br /&gt;Dormindo sob todas as luas.&lt;br /&gt;Invisível aos olhos de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SShuaxjkSPI/AAAAAAAAAHc/trXWKHyepq0/s1600-h/ruas12.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SShuaxjkSPI/AAAAAAAAAHc/trXWKHyepq0/s400/ruas12.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271584770095335666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto de Jorge Tutor. In: http://www.meninasderua.com/index.php?s=desperte&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7518196351754537093?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7518196351754537093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7518196351754537093' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7518196351754537093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7518196351754537093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/11/annimo.html' title='Anônimo'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SShuaxjkSPI/AAAAAAAAAHc/trXWKHyepq0/s72-c/ruas12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-6397924990261477869</id><published>2008-11-17T22:21:00.002-03:00</published><updated>2008-11-17T22:32:47.092-03:00</updated><title type='text'>De joelhos</title><content type='html'>Eis-me aqui&lt;br /&gt;Como um canto apenas adormecido&lt;br /&gt;Palavras recém-nascidas na boca&lt;br /&gt;Uma cor apenas sentida&lt;br /&gt;Um vapor assim tão barato na pele&lt;br /&gt;Uma luz que me chega óbvia&lt;br /&gt;O calor ansiado e triste&lt;br /&gt;A face desnuda, o sorriso contido&lt;br /&gt;Eis-me aqui&lt;br /&gt;Como quem ousa uma prece&lt;br /&gt;Como quem roga e não crê&lt;br /&gt;Uma rosa de sete faces&lt;br /&gt;Um fogo de mil perdões&lt;br /&gt;Eis-me&lt;br /&gt;Chorando como quem ama&lt;br /&gt;Correndo por caminhos descalços&lt;br /&gt;Pisando flores mortas&lt;br /&gt;Desatando pétalas vãs&lt;br /&gt;Eis-me aqui&lt;br /&gt;Como um sereno frio&lt;br /&gt;Um grito abafado&lt;br /&gt;Ou um suspiro no escuro&lt;br /&gt;Como uma folha em branco&lt;br /&gt;Ou rosa vazia&lt;br /&gt;Como verso que se anula tímido&lt;br /&gt;Como palavras que se contradizem&lt;br /&gt;Como o que se perde, o que se esconde&lt;br /&gt;Transparente, insípida&lt;br /&gt;Como água-ferida&lt;br /&gt;Em sua graça malsã&lt;br /&gt;Um sorriso benfazejo &lt;br /&gt;Uma borboleta que se perde no asfalto&lt;br /&gt;Como ferida, partes e retalhos&lt;br /&gt;Como uma febre, um retrato ou um rabisco&lt;br /&gt;Palavras, que de mais a mais,&lt;br /&gt;se intimidam&lt;br /&gt;e se viram do avesso, e voltam a si&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, intangível e áspera, silencio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SSIY8tac7DI/AAAAAAAAAHM/IPPsknlKtwU/s1600-h/DSC06518.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SSIY8tac7DI/AAAAAAAAAHM/IPPsknlKtwU/s320/DSC06518.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269801945238662194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-6397924990261477869?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/6397924990261477869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=6397924990261477869' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6397924990261477869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/6397924990261477869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/11/de-joelhos.html' title='De joelhos'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SSIY8tac7DI/AAAAAAAAAHM/IPPsknlKtwU/s72-c/DSC06518.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-2653142226886036708</id><published>2008-11-16T18:00:00.001-03:00</published><updated>2008-11-16T18:02:44.489-03:00</updated><title type='text'>Dora</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SSCKWf1arhI/AAAAAAAAAHE/acXT-iKgfzU/s1600-h/bailarina.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 105px; height: 117px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SSCKWf1arhI/AAAAAAAAAHE/acXT-iKgfzU/s320/bailarina.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269363683130781202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;À um mar sem porto &lt;br /&gt;Tão outra, tão eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bailarina delicada&lt;br /&gt;chorando vazio&lt;br /&gt;em seu pedestal&lt;br /&gt;Em torno de si&lt;br /&gt;mil voltas soltas&lt;br /&gt;a girar no espaço &lt;br /&gt;No peito – seu eixo&lt;br /&gt;As notas rotas&lt;br /&gt;que te asfixiam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... um mar revolto, sem porto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No baile de máscaras&lt;br /&gt;te escondes vazia&lt;br /&gt;De cores fortes &lt;br /&gt;Encobre tuas lágrimas&lt;br /&gt;Rodopias festiva para nunca ser só&lt;br /&gt;Caleidoscópio – a tudo reflete&lt;br /&gt;A nada se fixa&lt;br /&gt;Tua música doce&lt;br /&gt;Encanta os ouvidos desatentos&lt;br /&gt;Recebe os aplausos &lt;br /&gt;pela dança nauseante&lt;br /&gt;E segue a exibir tuas plumagens&lt;br /&gt;- tua armadura&lt;br /&gt;E a cantar para encobrir teus silêncios&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-2653142226886036708?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/2653142226886036708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=2653142226886036708' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2653142226886036708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/2653142226886036708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/11/dora.html' title='Dora'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SSCKWf1arhI/AAAAAAAAAHE/acXT-iKgfzU/s72-c/bailarina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3686183687642529883</id><published>2008-11-11T14:10:00.001-03:00</published><updated>2008-11-11T14:17:15.049-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;blockquote&gt;Um sol nasceu e se pôs &lt;br /&gt;em minha face&lt;br /&gt;- depois choveu.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3686183687642529883?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3686183687642529883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3686183687642529883' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3686183687642529883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3686183687642529883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/11/um-sol-nasceu-e-se-ps-em-minha-face.html' title=''/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-1601637599614793005</id><published>2008-11-10T09:07:00.005-03:00</published><updated>2008-11-10T09:18:29.306-03:00</updated><title type='text'>Das coisas que ainda valem à pena...</title><content type='html'>Domingo tem gosto estranho. De volta para casa. De pressa. De ônibus cheio e pessoas isoladas. Suas solidões têm fones de ouvido, celulares, MP-qualquer-coisa. Sozinhas, ouvem suas músicas, lêem seus livros, dormem, esquecem. Sozinhas, carregam suas malas, abrem caminhos, despertam, se esquecem. Cada um refugiado em sua viagem individualizante, sua fuga. Compenetrados  que estão em não se deixar invadir por nenhum outro que venha abalar sua noção – tão bem forjada – de que se é um indivíduo livre, autônomo, e principalmente, independente; que cada vez mais precisa menos dos outros; que a cada dia mais se é um grande todo, isolado. Sem nada para doar, para dar sem receber. Nada.  E quando se está quase convencido de que ser indiferente é mesmo o melhor remédio, do fundo do ônibus vem um riso. Um riso inteiro. Intenso. Contagiante e gratuito. Como somente os risos de criança podem ser. Puro e leve como só quem não aprendeu que a vida “custa” é capaz. Um riso com toda sonoridade despretensiosa, com toda graça de não se sentir julgado ou inibido em sua vontade de simplesmente sorrir. Um riso que invade, toca, cativa. Profundo e comovente. Como um pequeno príncipe sentado no banco de um ônibus qualquer... E depois de sentir essa  música simples, as pessoas só queriam ir para suas casas, a deter-se novamente ao seu exercício de não se deixar tocar e de esquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-1601637599614793005?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/1601637599614793005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=1601637599614793005' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1601637599614793005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1601637599614793005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/11/das-coisas-que-ainda-valem-pena.html' title='Das coisas que ainda valem à pena...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-366942807324373680</id><published>2008-11-03T01:27:00.006-03:00</published><updated>2008-11-03T01:32:45.693-03:00</updated><title type='text'>Cores</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQ5-e3KPYEI/AAAAAAAAAGU/bAxyfGWSuSs/s1600-h/Olhos_Arco_iris.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQ5-e3KPYEI/AAAAAAAAAGU/bAxyfGWSuSs/s320/Olhos_Arco_iris.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264284083110764610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravesso a rua&lt;br /&gt;Como quem atravessa o sonho&lt;br /&gt;Meus olhos têm sete cores&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-366942807324373680?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/366942807324373680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=366942807324373680' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/366942807324373680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/366942807324373680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/11/cores.html' title='Cores'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQ5-e3KPYEI/AAAAAAAAAGU/bAxyfGWSuSs/s72-c/Olhos_Arco_iris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-1008805517569254651</id><published>2008-11-03T01:20:00.003-03:00</published><updated>2008-11-03T01:33:25.264-03:00</updated><title type='text'>A flutuar...</title><content type='html'>Leves bolhas de sabão&lt;br /&gt;A flutuar no céu&lt;br /&gt;- a vida me paira&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Frágeis violetas flutuantes.&lt;br /&gt;Na bolha de sabão&lt;br /&gt;Estão guardados os sonhos do menino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQ59H7u6HoI/AAAAAAAAAF8/hU4DZvF6rqQ/s1600-h/bolha+de+sab%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQ59H7u6HoI/AAAAAAAAAF8/hU4DZvF6rqQ/s320/bolha+de+sab%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264282589689683586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azuis, os olhos seguem&lt;br /&gt;O mistério infinito&lt;br /&gt;Pousa na palma da mão&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Nos olhos dos grandes&lt;br /&gt;A ternura desponta&lt;br /&gt;A vida é uma bolha de sabão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Imagem de Fábio teles&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-1008805517569254651?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/1008805517569254651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=1008805517569254651' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1008805517569254651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/1008805517569254651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/11/flutuar.html' title='A flutuar...'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQ59H7u6HoI/AAAAAAAAAF8/hU4DZvF6rqQ/s72-c/bolha+de+sab%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-7349819435231806385</id><published>2008-10-31T10:08:00.001-03:00</published><updated>2008-10-31T10:15:43.288-03:00</updated><title type='text'>Do pão e circo, ordem e progresso II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQsE0_FEwvI/AAAAAAAAAFo/AKa0TFwxVjU/s1600-h/O_BECO_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 187px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQsE0_FEwvI/AAAAAAAAAFo/AKa0TFwxVjU/s320/O_BECO_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263305897844982514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Pão e Circo! Pão e Circo! – gritam os daqui&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Pão e Circo! Pão e Circo! – atendem os de lá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vestidos com suas máscaras vazias e seus narizes de palhaço&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todos fazem parte do mesmo espetáculo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os daqui assistem estupendos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ao circo de horrores que se desenrola à sua frente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os de lá, gargalham à toa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Diante de seu altar verde&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Pão e Circo! Pão e Circo! – gritam os daqui&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Pão e Circo! Pão e Circo! – atendem os de lá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os daqui recebem com gosto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As migalhas que lhe dão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os de lá, envaidecidos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;até se comovem, com seu coração caridoso&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os daqui, clamam e pedem mais&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acostumados que estão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A ver a banda passar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A assistir seu carnaval&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A cumprir o “ideal de civilidade”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como manda o figurino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os de lá, se deleitam&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deitam e rolam &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mamam e se aprazem&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nas tetas desse “brazil” abençoado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Seguem no picadeiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em seus ternos de vidro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A desfilar suas mentiras&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os daqui choram com a novela&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Satisfazem seus desejos sádicos com o jornal da nacional&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E seguem às gargalhadas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pedindo mais circo e mais pão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os de lá riem a não mais poder&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desfiam seu rosário falso&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se fiam na santa ignorância&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E se comprazem a brincar de fazer leis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Pão e Circo! Pão e Circo! – gritam os daqui&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Pão e Circo! Pão e Circo! – atendem os de lá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tanto os daqui como os de lá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São um riso só&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- porque amanhã é feriado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-7349819435231806385?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/7349819435231806385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=7349819435231806385' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7349819435231806385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/7349819435231806385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/10/do-po-e-circo-ordem-e-progresso-ii.html' title='Do pão e circo, ordem e progresso II'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQsE0_FEwvI/AAAAAAAAAFo/AKa0TFwxVjU/s72-c/O_BECO_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1915003838011617892.post-3588156709999608202</id><published>2008-10-31T01:00:00.002-03:00</published><updated>2008-10-31T01:06:25.996-03:00</updated><title type='text'>Semente</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Por diversos caminhos estou a vagar. Às vezes na beira, outras na encruzilhada. Errantes estradas. Rasgando-me em sonhos que não sei se são meus. Perdidas em flores de outros jardins. Um barco a vela, tocado pela brisa leve. Sem porto. Sem rosas.&lt;br /&gt;De planta me fiz sem raiz. Flor de puro esquecimento. Recusa sem jeito. Perdi-me da terra que me fez carne. Das pedras que me fizeram cerne. Das águas que me tornaram cálice. Sem rotas me deparei acre...&lt;br /&gt;Faz agora silêncio absoluto. O vento sussurra esse reencontro com a parte perdida de mim. O fogo batiza-me em suas chamas. As águas me lavam, a terra me brota com seu calor manso. Sou de onde vim."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQqD6AiD-iI/AAAAAAAAAFg/Es7pylNEFgg/s1600-h/DSC06080_800x600.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQqD6AiD-iI/AAAAAAAAAFg/Es7pylNEFgg/s200/DSC06080_800x600.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263164147134364194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1915003838011617892-3588156709999608202?l=poemices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemices.blogspot.com/feeds/3588156709999608202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1915003838011617892&amp;postID=3588156709999608202' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3588156709999608202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1915003838011617892/posts/default/3588156709999608202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemices.blogspot.com/2008/10/semente.html' title='Semente'/><author><name>Dani Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12677458609572521992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-e4F0M539Vak/Tpe96Fj2cSI/AAAAAAAAAQo/MaAyRu83Aj8/s220/DSC06628.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2IHD70tlrnQ/SQqD6AiD-iI/AAAAAAAAAFg/Es7pylNEFgg/s72-c/DSC06080_800x600.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
